Sobrescrito circulado de São Brás de Alportel para Odivelas em correio registado com selos personalizados pertencentes à booklet "Faro - Património Imaterial".
Bem-vindo ao blog Os Amigos da Filatelia. Fundado em 2010, o nosso grupo dedica-se exclusivamente ao estudo e partilha da cultura filatélica. Somos um projeto sem fins comerciais e não possuímos qualquer ligação a grupos homónimos em redes sociais. O nosso foco é, e será sempre, o colecionismo autêntico e a divulgação da filatelia.
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sábado, 25 de novembro de 2023
quinta-feira, 23 de novembro de 2023
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
Vila Real de Santo António - 100 anos do Farol (noticiário filatélico n.º 32/2023)
Os CTT – Correios de Portugal lançaram um Inteiro Postal da República (IP) para assinalar o centenário do farol de Vila Real de Santo António. Com design de Carla Caraça Ramos, o IP entrou em circulação com uma tiragem de 3 000 exemplares e com uma taxa paga correspondente a N20g.
“O farol de Vila Real de Santo António é hoje um dos seus mais relevantes monumentos e oferece uma vista deslumbrante sobre a serra e sobre o mar, alcançando o Rio Guadiana, a Mata Nacional das Dunas Litorais, a Baía de Monte Gordo e o litoral da Andaluzia”, destaca o site da CM de Vila Real de Santo António. A estrutura “representa um marco na costa leste do Algarve, servindo ainda hoje como um ponto de referência à navegação de embarcações em águas portuguesas e espanholas com a sua torre de 46 metros e um alcance de 48 km”, acrescenta.
Para se associar a esta efeméride a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntário de Vila Real de Santo António através da sua Associação de Colecionismo solicitou junto dos CTT um carimbo comemorativo para assinalar a data.
Duplicados de coleção em venda em DelcampeSPedro
Inteiros Postais de Portugal: Centenário do Farol de Vila Real de Santo António (noticiário filatélico n.º 26/2023)
quarta-feira, 15 de novembro de 2023
sábado, 4 de novembro de 2023
Postal Máximo Património Imaterial do Algarve - Charolas de Bordeira em Aljezur
No passado dia 7 setembro de 2023 no âmbito das comemorações do dia da Cidade de Faro o Município em parceria com os CTT Correios de Portugal colocou em circulação um booklet de selos personalizados alusivos às festas no concelho, nomeadamente, a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, a Festa da Pinha, a Procissão do Senhor Morto e por fim as Charolas de Bordeira destacando assim o património imaterial do Município de Faro.
No entanto as Charolas são uma realidade em todo o Algarve pelo que o tema constante no selo personalizado caracteriza um património imaterial em todo o Algarve.
No postal em podemos em baixo editado pela Edifotopostal podemos apreciar um peça filatélica que associa o selo personalizado sobre as charolas de Bordeira (Faro) às Charolas que existem em Bordeira (Aljezur) no início do ano.
Postais Máximos Faro Património Imaterial
Os postais máximos aqui apresentados são uma edição da Edifotopostal e tem como selos que pertencem a uma booklet composta por quatro selos – as Charolas (Bordadeira), a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes (ilha da Culatra), Procissão do Senhor Morto (Faro) e Festa da Pinha (Estoi), todos à taxa de N20g para Correio Normal Nacional.
Diz a UNESCO que o Património Cultural Imaterial é tradicional, contemporâneo e vivo, envolvendo grupos presentes nas comunidades que, de geração em geração, transmitem memórias, gestos, ações promotoras de sentido de identidade e de ligação entre o passado e o presente. É algo de valor, preservado como um bem maior. Isso acontece no concelho de Faro com algumas Festas que, em várias localidades, são sinónimo do amor das gentes à sua terra, às suas memórias e aos seus antepassados. E as festas que aqui ilustramos são bem o símbolo deste concelho e da sua riqueza cultural.
domingo, 29 de outubro de 2023
Um lugar para o Colecionismo: Maximafilia no Algarve - Loulé
Religiões
Com uma posição geográfica de transição entre grandes regiões e identidades humanas, o território que hoje é o Algarve sempre foi um local de passagem, de encontro de gentes e de povos (tendo no Séc. XX tido um impulso adicional devido ao turismo). Ao longo dos séculos, esta natureza tem permitido que, num pequeno território, coexistam diversidades imensas.
A emissão Portugal e as Religiões destacaram entre outras religiões o Budismo e o Cristianismo Católico escolhendo o Monumento Stupa Alto situado no Cerro do Malhão para destacando assim a presença da religião budista em Portugal.
Contudo, quando se trata deste assunto temos de abordar os diferentes exemplares arquitetónicos da religião católica que se encontra em Loulé, nomeadamente, a igreja paroquial de Nossa Senhora da Assunção, na bonita aldeia de Alte, foi reconstruída no início do século XVI segundo o estilo manuelino (remonta ao séc. XIII). Sinal dessa campanha de obras é o interessante portal da fachada principal e a cobertura abobadada da capela-mor.
segunda-feira, 16 de outubro de 2023
Empreita de Palma e palmeira-anã em selo postal da emissão filatélica Etnobotânica
A empreita de palma consiste no entrançar de
“tiras ripadas” da folha da palmeira-anã, em longas “fitas”, e é um dos
elementos mais enraizados na cultura material algarvia. Era utilizada na
realização de artefactos do quotidiano rural, no acondicionamento e transporte
de bens e alimentos, em objetos para uso doméstico, nos trabalhos agrícolas, na
pesca e em alguns objetos de uso pessoal.
Foi uma atividade económica relevante no Algarve,
desde o século XVI e até meados do século XX, como está demonstrado em
diferentes registos históricos e pautas alfandegárias, que testemunham a
importância desta atividade enquanto produto de exportação. Mas também como
produção em série orientada para o turismo e para o embalamento e transporte de
mercadoria alimentar para exportação, como os figos secos. «Nos diversos
discursos sobre a região — memórias, descrições, corografias, monografias — do
séc. XVI em diante são recorrentes referências àquela que no Algarve
quinhentista era já uma indústria próspera.» (OLIVEIRA, 2013).
A matéria-prima (as folhas da palmeira-anã) é abundante e
espontânea na região e por isso a produção de empreita de palma prospera.
Inicialmente como complemento ao trabalho agrícola, juntamente com a produção
da empreita de esparto, usada para os artefactos mais grosseiros, destinados a
usos mais exigentes como o trabalho nas salinas ou o transporte de cargas
pesadas no trabalho agrícola. A empreita de palma era produzida
maioritariamente por mulheres, a par das lides domésticas, com maior incidência
no inverno. O termo “empreita” ficou ligado a esta arte por ter sido, em
tempos, paga em função da quantidade produzida por dia – pago à “empreitada”
(BRANCO; SIMÃO, 1997)
prática numa escala doméstica foi gradualmente
profissionalizando-se e, no início do século XX, apareceram espaços de produção
e comercialização exclusivamente dedicados à empreita de palma. Um dos exemplos
mais conhecidos é a Casa da Empreita, em Estômbar, fundada em 1916 por
Margarida Vasconcelos (SANCHO 2011). A iniciativa torna-se relevante em
produção e inovação, apresentando continuamente modelos novos e chega a receber
um prémio internacional em 1926. Outro é Loulé, onde a empreita era necessária
para embalar os frutos secos para exportação e onde apareceram, na segunda metade
do século, os primeiros armazenistas de revenda de artigos artesanais.
modo de produção dominante
pouco foi alterado ao longo dos anos. No início do processo, as folhas de palma
são secas ao ar e depois ripadas pelas nervuras, resultando em “tiras” que
variam de largura, em função do tipo de trabalho que se pretende. A “empreita”
consiste na produção de longas “fitas” feitas a partir das tiras de folha
entrançadas, de diversas larguras. Cada fita é arrumada em rolo à medida que é
produzida, atingindo vários metros de comprimento. Tradicionalmente, as fitas
são cosidas com “baracinha” ou “tamissa”, ou com tiras de palma, para dar a
forma do objeto pretendido, criando um tecido contínuo com uma trama diagonal (BRANCO;
SIMÃO, 1997).
Postais Máximos Pescado do Algarve e os festivais do mediterrâneo
Festivais do Mediterrâneo
Nos festivais mediterrâneos o peixe e o marisco são uma constante. Poucos
países terão um domínio na secagem de peixe ao sol como nós, curamos quase tudo
o que sai do mar. O peixe seco ao sol faz parte da história e faz as delícias
de muitos visitantes. Vende-se por todo o lado, mas é ilegal.
Apesar de atualmente o sector da pesca já não ter a expressão como tinha no
passado é ele que está na base de muito do sucesso turístico dos diferentes
festivais gastronómicos que se realizam no Algarve
Arjamolho e Tarte Algarvia em selos postais
Festivais
do Mediterrânicos
Na emissão de selos festivais mediterrânicos uma das
especialidades selecionadas foi o arjamolho.
O arjamolho nasce da semelhança com o gazpacho
andaluz, de herança remota nos tempos do Império Romano. Legumes frescos de
verão como o tomate e o pimento são servidos em cubinhos crus, ou por vezes
triturados, num caldo de água gelada temperada com alho, vinagre, azeite e
orégãos, resultando numa sopa leve e refres- cante, que pode ser acompanhada
por pequenos peixes fritos, comprados pela manhã nos diversos mercados locais
existentes no Algarve.
A outra especialidade
é mais recente no receituário local e abraça produtos emblemáticos da região na
mesma receita: a tarte algarvia. Figos secos, amêndoas, farinha de alfarroba e
doce de gila, são embaixadores naturais dos sabores algarvios, exemplificando
uma forma de produzir ligada aos saberes antigos e antropológicos, com doçura
natural e também uma relação mediterrânica.
domingo, 15 de outubro de 2023
sábado, 23 de setembro de 2023
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
Postais Máximos - Agricultura
Amêndoa, azeitona e figo: algumas das produções que caíram no Algarve. Pelo contrário, citrinos, alfarroba, frutos vermelhos e abacates vão crescendo. Mas os obstáculos que a agricultura enfrenta na região permanecem — desde a dependência das importações, à falta de água e desinteresse dos jovens pela atividade.
O cultivo do marmeleiro em Portugal não é dos mais expressivos, mas vem aumentando. O marmeleiro surge muitas vezes espontaneamente nas bermas dos caminhos ou em terrenos agrícolas abandonados e é aí que é feita a colheita das frutas. A manutenção do marmeleiro é simples porque a planta não requer muitos cuidados, bastante resistente a pragas e às secas.





































