Entre os muitos documentos postais do terceiro quartel do século XIX, alguns distinguem-se não apenas pela sua conservação ou estética, mas pela capacidade de revelar a complexidade do sistema postal e das dinâmicas económicas regionais. É o caso de uma carta completa com o seu conteúdo interior, expedida da vila de Lagoa, no Algarve, em 1874, recentemente estudada no âmbito do Museu de Filatelia Sérgio Pedro.
Os Amigos da Filatelia
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quarta-feira, 27 de maio de 2026
História Postal de 1874: Uma Carta Comercial de Lagoa a Lisboa
Entre os muitos documentos postais do terceiro quartel do século XIX, alguns distinguem-se não apenas pela sua conservação ou estética, mas pela capacidade de revelar a complexidade do sistema postal e das dinâmicas económicas regionais. É o caso de uma carta completa com o seu conteúdo interior, expedida da vila de Lagoa, no Algarve, em 1874, recentemente estudada no âmbito do Museu de Filatelia Sérgio Pedro.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Selo D. Carlos I 25 Réis (1900) - Carimbo Ferroviário R.A. SUL I
Ficha de Inventário: PT-SEL-1900-AFI141-RASULI-CFER
1. Identificação Técnica e Franqueio
Tipo de Objeto:
Selo postal usado em circulação.
Suporte:
Fragmento de selo adesivo em papel de fabrico industrial, tonalidade rosa, impressão homogénea, compatível com emissões tipográficas de finais do século XIX / início do século XX.
Franquia:
Selo isolado com valor facial de 25 réis, pertencente à emissão D. Carlos I “Continente”.
Técnica de Impressão:
Impressão tipográfica.
Composição Gráfica do Selo:
O selo apresenta uma composição centrada:
Campo central:
Efígie de D. Carlos I voltada de perfil, inserida em medalhão circular, com tratamento linear e sombreado regular.
2. Marcofilia (Carimbo)
Tipo de Carimbo:
Carimbo circular de ambulância postal ferroviária – “R.A. / SUL I” (Repartição Ambulante do Sul, Brigada I).
Data:
26 AGO 00 (26 de agosto de 1900).
Função Postal:
Obliteração postal funcional, aplicada em trânsito ferroviário no itinerário descendente.
Incidência:
Carimbo aplicado de forma centrada, abrangendo o medalhão central e parte significativa do campo periférico, com boa legibilidade do dístico superior “R.A. SUL” e da data. O elemento inferior (“I”) apresenta-se claramente visível e bem definido.
3. Circulação Postal
Classificação:
✅ Circulado
Justificação Técnica:
- Presença de carimbo datado funcional de ambulância postal.
- Aplicação compatível com processamento em trânsito ferroviário.
- Ausência de indícios de manipulação ou preparação filatélica.
4. Descrição Física e Estado de Conservação
Estado de Conservação:
MBC (Muito Bem Conservado).
Papel:
Bem preservado, com ligeiro amarelecimento uniforme compatível com envelhecimento natural.
Impressão:
Boa definição geral, com mínimos sinais de desgaste.
Denteado:
Ligeiramente irregular, com pequenas imperfeições marginais, compatíveis com destacamento funcional.
Marcas de Uso Postal:
Obliteração bem marcada, com distribuição equilibrada da tinta, permitindo leitura clara dos elementos principais.
5. Significado Histórico‑Filatélico
Esta peça constitui um testemunho significativo da utilização continuada dos carimbos de ambulância postal na Linha do Sul no final do século XIX.
A presença do carimbo “R.A. / SUL I” evidencia:
- a manutenção do sistema de triagem postal em trânsito ferroviário;
- a consolidação da ligação postal entre Lisboa e o Algarve após a abertura da linha em 1889;
- a persistência de modelos tipográficos específicos associados à Brigada I.
Do ponto de vista tipológico, o exemplar integra a matriz curta (12,2 mm), caracterizada por:
- reduzido espaçamento entre o prefixo “R.A.” e a palavra “SUL”;
- presença de um elemento inferior em forma de “I” tipograficamente estruturado.
No contexto do corpus analisado, a peça documenta a continuidade de utilização deste modelo ao longo de um intervalo mínimo de nove anos (1891–1900), demonstrando a estabilidade tipológica desta matriz em circulação efetiva e reforçando a coexistência temporal com outras variantes identificadas.
6. Metadados de Classificação
| Campo | Conteúdo da Descrição |
|---|---|
| Título | Selo D. Carlos I 25 réis rosa com carimbo “R.A. SUL I” (1900) |
| Data de Produção | c. 1895–1900 |
| Data de Utilização | 1900 |
| Intervenientes | Administração Postal Portuguesa |
| Localização | Itinerário ferroviário Lisboa–Faro |
| Língua | Português |
| Tipologia | Selo postal usado (marcofilia ferroviária) |
Nota Curatorial
Este selo deve ser interpretado como documento postal de circulação efetiva, ilustrando a consolidação do serviço de ambulâncias postais ferroviárias no Sul de Portugal após a integração do Algarve na rede ferroviária nacional. A sua relevância reside sobretudo na marca postal, que testemunha a continuidade operacional e a padronização dos instrumentos de obliteração ao longo do tempo.
Enquanto elemento integrante de um estudo tipológico, esta peça assume particular importância ao confirmar a persistência de uma mesma matriz de carimbo ao longo de vários anos, permitindo estabelecer relações comparativas com exemplares anteriores e contribuir para a análise da estabilidade, desgaste e eventual substituição de matrizes no contexto do correio ferroviário.
Código de Classificação
PT – Portugal
SEL – Selo
1900 – Ano de utilização
AFI?? – D. Carlos I 25 réis
RASULI – Carimbo R.A. SUL I
CFER – Correio Ferroviário
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Contributos para a Marcofilia Ferroviária Portuguesa: Registo Fotográfico e Análise Epigráfica da Marca Postal "Ambulâncias Postais Comboio 2004" (1941)
- Um par horizontal pertencente à emissão comemorativa do "8.º Centenário da Fundação e 3.º Centenário da Restauração de Portugal" (1940), com o valor facial de 25 centavos.
- Um espécime isolado da supramencionada série, com o valor facial de 40 centavos.
15.SET.41).- Identificação do vocábulo "COMBOIO AMBULÂNCIAS" no exemplar de 25 cêntimos, disposto em sentido inverso.
- Segue-se-lhe um fragmento numérico posicionado na curvatura inferior, compatível com a numeração de uma marcha ferroviária.
- Nos limites periféricos dos cunhos, detetam-se vestígios de duas desinências em plural ("S"), as quais não encontram correspondência na palavra singular Condução.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Marcofilia e Longevidade Postal no Concelho de Silves (1894-1944)
- Longevidade e Variantes do Tipo 1880: O grande destaque desta página é a evidência documental de carimbos oitocentistas (Tipo 1880, de quadro chanfrado) ainda em pleno uso na década de 1940 em Alcantarilha e, provavelmente, em S. Marcos da Serra. A análise comparativa detalhada revela uma variante na gravação da toponímia de Alcantarilha: entre 1894 e 1944, observa-se um maior distanciamento da legenda face ao quadro interior, sugerindo a substituição do cunho original por um novo metal do mesmo modelo oficial.
- Diversidade de Suportes: A folha apresenta uma excelente variedade de objetos postais, desde o inteiro postal (emissão "Tudo pela Nação") até ao sobrescrito de luto pesado, permitindo observar como diferentes classes de correspondência coexistiam no sistema postal.
- Evolução Tarifária: Através de peças de Pera e outras freguesias, documenta-se a complexa transição das taxas em réis para o sistema decimal centesimal, ilustrando portes de jornais, impressos e bilhetes postais que marcaram a primeira metade do século XX em Portugal.
sábado, 16 de maio de 2026
A Exposição de 1953 em Lisboa (II): A Classe de Honra como Vitrine Institucional da Filatelia Mundial
Resumo
Este artigo divulga e analisa a Classe de Honra
(Classe Oficial) da Exposição Filatélica Internacional do Centenário do
Selo Postal Português, realizada em Lisboa em 1953. A partir do catálogo
oficial da exposição, apresenta‑se uma síntese comentada das coleções
institucionais reunidas por administrações postais, museus, casas da moeda,
impressores e gravadores de selos de diversos países. Não competitiva, a Classe
de Honra teve como objetivo afirmar o selo postal enquanto objeto histórico,
artístico, técnico e diplomático, evidenciando primeiras emissões, séries
completas, provas, cunhos e processos de produção. O texto destaca o papel
desta classe como fonte documental essencial para o estudo das exposições
filatélicas internacionais do século XX e da filatelia oficial.
Palavras
chave: Exposição Filatélica Internacional de 1953; Classe de Honra; Filatelia
portuguesa; Centenário do Selo Postal Português; História da filatelia;
Filatelia institucional; Catálogo filatélico histórico; Património filatélico.
Introdução
No
artigo anterior, vimos como a Exposição de 1953 foi um evento de Estado,
chancelado pela cúpula do Governo e pelo rigor da FIP. Mas o que viram, afinal,
os milhares de visitantes que acorreram ao Instituto Superior Técnico? A
resposta começa na Classe de Honra (ou Classe Oficial), a verdadeira
"vitrine diplomática" do certame. Diferente das classes competitivas,
aqui não havia medalhas em jogo. O objetivo era a afirmação do selo como objeto
histórico e artístico.
Nota metodológica e decisões editoriais
O
presente artigo baseia-se na transcrição e análise do catálogo oficial da Exposição
Filatélica Internacional do Centenário do Selo Postal Português, realizada em
Lisboa em 1953.
As seguintes decisões e
assunções metodológicas foram tomadas de forma consciente e são aqui
explicitadas ao leitor:
- Utilizou-se como fonte um exemplar digitalizado do
catálogo original, preservando a designação dos países, organismos
expositores e descrições tal como surgem no documento.
- Procedeu-se a uma transcrição seletiva comentada,
centrada exclusivamente na Classe de Honra (Classe Oficial), por ser esta
a secção institucional e não competitiva da exposição.
- Os textos multilingues repetidos (português /
francês / inglês) foram mantidos apenas quando relevantes para a
compreensão do conteúdo, evitando redundância excessiva.
- Não se efetuou qualquer tentativa de hierarquização,
valorização comparativa ou juízo crítico sobre os expositores; o objetivo
é documental e histórico, não avaliativo.
- Sempre que o catálogo apresenta descrições sucintas
ou lacunares, estas são respeitadas sem extrapolação interpretativa.
Estas
opções visam equilibrar rigor documental, clareza científica e legibilidade
para o público filatélico alargado.
A Classe de Honra na Exposição Filatélica Internacional
de 1953
Um retrato institucional da filatelia mundial no
Centenário do Selo Postal Português
A
Exposição Filatélica Internacional realizada em Lisboa, entre 3 e 11 de outubro
de 1953, no edifício do Instituto Superior Técnico, constituiu um dos momentos
mais significativos da história filatélica portuguesa do século XX. Organizada
no contexto das comemorações do Centenário do Selo Postal Português, esta
exposição apresentou uma estrutura expositiva cuidadosamente organizada, na
qual assumiu particular relevância a denominada Classe de Honra, também
designada como Classe Oficial.
Ao
contrário das classes competitivas, a Classe de Honra não se destinava a
julgamento ou atribuição de prémios, mas antes à representação institucional,
histórica e técnica da filatelia, reunindo administrações postais, casas da
moeda, museus postais e organismos estatais de múltiplos países. O seu objetivo
era duplo: por um lado, evidenciar a evolução do selo postal enquanto
instrumento de comunicação e soberania; por outro, demonstrar os processos
artísticos, técnicos e industriais associados à sua produção.
Portugal como eixo central
da Classe de Honra
Naturalmente,
Portugal ocupou um lugar central nesta classe. A Administração-Geral dos
Correios, Telégrafos e Telefones apresentou álbuns de selos de Portugal
Continental e Ultramarino, enquanto o Ministério do Ultramar, através da
Direção-Geral do Fomento – Serviço de Valores Postais, exibiu emissões das
províncias ultramarinas portuguesas. A Casa da Moeda reforçou a dimensão
técnico-industrial da exposição ao apresentar a máquina utilizada na gravação
dos primeiros selos portugueses, bem como uma coleção de cunhos em relevo.
Este
conjunto evidencia uma intenção clara de afirmar a continuidade histórica,
técnica e simbólica do selo português, integrando metrópole e ultramar numa
narrativa filatélica coerente.
A presença internacional:
administrações postais e museus
A
Classe de Honra reuniu um vasto leque de países de diferentes continentes,
entre os quais Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, China,
Dinamarca, Egito, Espanha, Estados Unidos da América, Etiópia, Finlândia,
França, Grã-Bretanha, Irlanda, Israel, Itália, Líbano, Libéria, Luxemburgo,
Nova Zelândia, Países Baixos, Paquistão, Peru, Suécia, Turquia, União
Sul-Africana, Vaticano, Liechtenstein e Suíça.
As
coleções apresentadas variavam entre primeiras emissões nacionais, séries
completas, selos comemorativos, correio aéreo, blocos, folhas inteiras, bem
como estudos preparatórios, desenhos originais, provas de cunho e de impressão.
Em vários casos, como no Canadá, Austrália, França, Suíça ou Países Baixos, é
claramente visível a intenção pedagógica de mostrar o processo criativo do
selo, desde o desenho inicial até à impressão final.
Destaca-se
igualmente a presença de museus postais, como o da Dinamarca e dos Países
Baixos, reforçando o diálogo entre filatelia, museologia e património cultural.
Cunhos, provas e génese do
selo
Um
dos aspetos mais relevantes da Classe de Honra de 1953 foi a forte incidência
sobre a génese material do selo postal. Países como a Grã-Bretanha apresentaram
cunhos originais históricos, incluindo o do célebre Penny Black de 1840,
enquanto o Luxemburgo expôs de forma sistemática o percurso criativo de um selo
específico, combinando desenho original, projetos, ensaios e provas.
Esta
abordagem revela uma conceção de filatelia que ultrapassa o simples
colecionismo de selos usados ou novos, afirmando-se antes como disciplina
histórica, artística e técnica.
Impressores e gravadores:
a filatelia enquanto arte industrial
A
Classe de Honra integrou ainda um núcleo dedicado a impressores e gravadores de
selos, como Courvoisier S.A., Bradbury, Wilkinson & Co., Thomas de la Rue
& Co., Joh. Enschedé en Zonen e gravadores individuais como Arnaldo Fragoso
ou o Prof. K. Seizinger. Estas presenças sublinham o reconhecimento do papel
dos artistas e das casas impressoras na qualidade estética e técnica do selo
postal.
Considerações finais
A
Classe de Honra da Exposição Filatélica Internacional de 1953 constitui hoje
uma fonte documental de enorme valor histórico, permitindo compreender como, a
meio do século XX, os Estados e as instituições postais se viam a si próprios e
à filatelia. Mais do que uma simples mostra de selos, tratou-se de uma
afirmação cultural, técnica e diplomática do selo postal enquanto património
comum.
Dar
a conhecer esta classe ao público contemporâneo é, por isso, não apenas um
exercício de memória filatélica, mas também um contributo para a valorização do
selo como objeto histórico total.
Nota Curatorial:
Os próximos artigos darão continuidade à análise da Exposição Filatélica Internacional de 1953, a partir de uma leitura interpretativa do catálogo oficial do certame, entendido como fonte primária fundamental, mas não exclusiva. Serão abordados outros núcleos relevantes, nomeadamente o Salão de Honra, as classes de competição e os respetivos participantes, a medalha oficial da exposição, bem como os comerciantes filatélicos anunciantes no catálogo e diversas curiosidades documentais e organizativas. Importa, contudo, sublinhar que esta leitura documental não substitui a memória viva do evento, podendo ainda existir pessoas que nele participaram ou o visitaram e que poderão, através do seu testemunho, enriquecer e complementar a compreensão desta importante exposição filatélica internacional de meados do século XX.
Classe Oficial / Classe de Honra – Coleções apresentadas
1 – PORTUGAL
a) Administração-Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones
Álbuns de selos de Portugal continental e Ultramarino.
b) Ministério do
Ultramar – Direcção-Geral do Fomento. Serviço de Valores Postais.
Emissões de selos das províncias do Ultramar português.
c) Casa da Moeda.
Máquina que gravou os primeiros selos portugueses.
Colecção de cunhos dos selos portugueses de relevo.
2 – ALEMANHA – Ministério dos Correios e Telecomunicações
Primeiras emissões dos antigos Estados alemães e do Império alemão e selos
especiais da República Federal Alemã e de Berlim Ocidental.
3 – ARGENTINA – Direcção-Geral dos Correios e Telecomunicações
Estudos, provas e desenhos de selos comemorativos.
4 – AUSTRÁLIA – Direcção-Geral dos Correios e Telégrafos
Colecção dos primeiros selos gomados emitidos na Austrália e os primeiros selos
da Comunidade Australiana e Canguru.
Collection
of the first adhesive stamps issued in Australia and a full set of the first
stamps of the Commonwealth of Australia and Kangaroo.
5 – BÉLGICA – Administração dos Correios belgas
Uma colecção dos mais notáveis selos belgas.
6 – CANADÁ – Ministério dos Correios
Desenhos originais, provas de cunho, provas de impressão obtidas no decorrer da
preparação de novas emissões de selos canadianos.
Dessins originaux, des épreuves de coins, les épreuves de presse, obtenues
au cours de la préparation de nouvelles émissions de timbres-poste canadiens.
7 – CHILE – Direcção-Geral dos Correios e dos Telégrafos
Colecção de selos do Chile desde a primeira emissão de 1853 até 1950.
8 – CHINA – Direcção-Geral dos Correios
Colecção de selos de emissões ordinárias, comemorativas e do correio aéreo.
Stamps
collection of the ordinary, commemorative and air mail issues.
9 – DINAMARCA – Museu Postal e Telegráfico
Colecção de folhas de selos comemorativos e de beneficência.
Collection de feuilles de timbres-poste souvenirs et de bienfaisance.
10 – EGITO – Administração dos Correios
Últimas emissões de selos de correio ordinário, de avião, de porte pago e
oficiais.
Timbre-poste ordinaire. Timbre-poste avion. Timbre-poste à percevoir.
Timbre-poste Gouvernement (service de l’État).
11 – ESPANHA – Direcção-Geral de Correios e Telecomunicações
Espanha e territórios espanhóis em África.
España y territorios españoles en África.
12 – ESTADOS UNIDOS
DA AMÉRICA DO NORTE –
Direcção-Geral dos Correios
Um quadro decorativo consistindo de provas de cunho e de chapa.
A decorative frame consisting of die and plate proofs.
13 – ETIÓPIA – Direcção-Geral dos Serviços de Correio
Selos e Séries da Etiópia.
14 – FINLÂNDIA – Direcção-Geral dos Correios e Telégrafos
Colecção de espécimes originais e reimpressões dos primeiros selos da
Finlândia.
Collection des spécimens originaux et des réimpressions des tout premiers
timbres-poste de Finlande.
15 – FRANÇA – Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones
8 painéis decorativos sobre os motivos filatélicos seguintes:
As obras de Arte; os artistas pintores; os monumentos religiosos; as paisagens
de França; Paris; Versalhes; selos da França ultramarina.
8 panneaux décoratifs sur les sujets philatéliques suivants: Les œuvres
d’Art; les artistes-peintres; les monuments religieux; les paysages de France;
Paris; Versailles; timbres-poste de la France d’Outre-Mer.
16 – GRÃ-BRETANHA – Direcção-Geral dos Correios
Espécimes dos primitivos selos ingleses e acessórios filatélicos e o cunho
original do «Penny Black» de 1840, o cunho «Reserve» retocado Humphry, o «Two
Penny Blue» adaptado do cunho de Humphry e o «Half Penny» cunho de 1870.
Specimens
of early British stamps and stamped stationery and the original die of the
«Penny Black» stamp of 1840…
17 – IRLANDA – Administração dos Correios e Telégrafos
Selecção de selos britânicos com sobrecarga usados pela Administração Irlandesa
durante o período de 1921–1923, e de selos notáveis irlandeses emitidos depois.
18 – ISRAEL – Direcção-Geral dos Correios, Telégrafos, Telefones e
da Rádio
19 – ITÁLIA – Ministério dos Correios e das Telecomunicações
Selos do correio italianos.
20 – LÍBANO – Direcção-Geral do Ministério dos Correios e Telégrafos
Selos do Líbano reproduzindo o escudo e a bandeira.
21 – LIBÉRIA – Direcção-Geral dos Correios
Selos do correio da Libéria e do correio aéreo, emissões em circulação e fora
da circulação, envelopes do primeiro dia, obliterações e reimpressões.
22 – LUXEMBURGO – Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones
Colecção-tipo dos selos do Luxemburgo assim como um cartão mostrando a génese
(…) do selo de 3 francos da série comemorativa do Centenário da Independência
do Grão-Ducado.
23 – NOVA ZELÂNDIA – Direcção-Geral dos Correios e Telégrafos
Desenhos de artistas, provas de cunho e provas de chapa do Centenário dos selos
da Cantuária.
24 – O. N. U. – Administração Postal das Nações Unidas
Colecção de selos das Nações Unidas e obliterações.
25 – PAÍSES BAIXOS – Museu Postal
A primeira emissão de 1852. A emissão de 1898. Projectos e selos de avião 1928
(blocos). Projectos e selos «Cour Internationale de Justice» 1951 (blocos).
26 – PAQUISTÃO – Direcção-Geral dos Correios e Telégrafos
Colecção de selos historiando a sua introdução no Paquistão desde 14 de Agosto
de 1947 até aos nossos dias.
27 – PERU – Direcção dos Correios e Telecomunicações
28 – SUÉCIA – Direcção-Geral dos Correios
29 – TURQUIA – Direcção-Geral dos Correios, Telégrafos e Telefones
Colecção de selos e blocos de 1930 a 1953.
30 – UNIÃO
SUL-AFRICANA – Direcção-Geral dos
Correios
Selos comemorativos da África do Sul.
31 – VATICANO – Direcção-Geral dos Serviços Económicos dos Correios e
Telégrafos
Colecção de toda a série dos selos emitidos desde a fundação do Estado do
Vaticano até à presente data.
32 – LIECHTENSTEIN
Desenhos originais, estudos, provas e os selos respectivos em folhas.
33 – SUÍÇA – Administração dos Correios, Telégrafos e Telefones
A criação dos selos da série em vigor «Técnica e Paisagem» (…) ilustrada pela
apresentação de projectos, maquetas, ensaios, provas de cor e de impressão.
Impressores e
Gravadores de Selos
34 – COURVOISIER S. A. – Casa Impressora – La Chaux-de-Fonds (Suíça)
Selecção de folhas de selos, impressas em uma ou em várias cores para os
Correios suíços e numerosas administrações estrangeiras.
35 – BRADBURY, WILKINSON & COMPANY – New Malden (Grã‑Bretanha)
Espécimes de selos gravados em aço.
36 – THOMAS DE LA RUE & Co. Limited – Londres (Grã‑Bretanha)
Ensaios e provas da Grã‑Bretanha, Domínios e Colónias.
37 – FRAGOSO, Arnaldo Lourenço – Lisboa (Portugal)
Provas de selos portugueses gravados pelo expositor.
38 – JOH. ENSCHEDE EN ZONEN – fundada em 1703 – Haarlem (Países Baixos)
Selecção de alguns espécimes de selos impressos para diferentes países.
39 – SEIZINGER, Prof. K. – Haarlem (Países Baixos)
Ensaios e provas gravadas pelo expositor. Mostra‑se a Croácia, Portugal, a
Jugoslávia e a Checoeslováquia.
terça-feira, 12 de maio de 2026
Evolução Marcofílica e Tarifária em Lagoa - Algarve (1895-1944)
- Diversidade Marcofílica: A peça apresenta o uso de carimbos raros das estações de Ferragudo, Estombar (com grafia de época) e Lâgoa. Destaca-se a evolução geométrica dos carimbos, desde os modelos de quadro de cantos cortados (Tipo 1880) até aos datadores de quadro retangular (Tipo 1928).
- História das Tarifas: Através de exemplares das emissões D. Carlos I, Infante D. Henrique e Caravela, a folha ilustra a descida tarifária para impressos e bilhetes de visita no serviço interno — uma curiosidade histórica onde o porte reduziu de 15c para 10c entre 1938 e 1943.
- Marcas de Trânsito e Luto: O uso de sobrescritos de luto pesado permite-nos analisar não só o contexto social, mas também o rigor do serviço postal, evidenciado por marcas de chegada em Faro batidas inclusive em feriados nacionais (5 de Outubro).





