Pesquisar neste blogue

📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro

📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Estudos, peças raras, maximafilia, marcofilia e história postal.
Mostrar mensagens com a etiqueta Marca dia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marca dia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 11 de julho de 2026

Acervo & Ensaio — Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Quando uma Sobrecarga Levanta Dúvidas: o Caso de um «1893 Provisório» com Carimbo de 6 de Fevereiro de 1893

Selo português da emissão D. Carlos I, valor de 25 réis, com sobrecarga “REPUBLICA” aplicada após a Revolução de 5 de Outubro de 1910. A peça apresenta obliteração postal de circulação e constitui um testemunho da adaptação dos selos monárquicos ao novo regime republicano. Exemplar do acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro.

Acervo & Ensaio — Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Portugal, D. Luís I, 5 Réis Preto com Sobrecarga «...: 

Na filatelia clássica portuguesa existem peças que não fornecem respostas imediatas. Pelo contrário: obrigam o colecionador a investigar, a questionar e a confrontar diferentes hipóteses.

Foi precisamente isso que aconteceu durante o estudo de um selo de D. Luís I, 5 réis preto, apresentando a sobrecarga vermelha «1893 PROVISÓRIO» e obliterado pelo carimbo circular datador «ESTRADA DE SACAVÉM», com data legível de 6 FEV 93.

À primeira vista, poderia tratar-se apenas de mais um exemplar dos provisórios portugueses de 1893. Contudo, uma análise mais aprofundada colocou uma questão inesperada:

Como pode um selo apresentar uma data postal de fevereiro de 1893 se a variedade catalogada só teria entrado oficialmente em circulação meses mais tarde?

O objetivo deste artigo não é declarar a peça autêntica ou falsa, mas documentar o processo de análise de um exemplar problemático, discutindo de forma crítica os diferentes caminhos interpretativos que a evidência disponível permite considerar.

A peça em estudo

Os elementos observados são os seguintes:

  • Selo-base: D. Luís I, 5 réis preto;
  • Sobrecarga vermelha: «1893 PROVISÓRIO»;
  • Carimbo: «ESTRADA DE SACAVÉM»;
  • Data visível: 6 FEV 93;
  • Carimbo Circular Datador (CCD) Tipo 1880;
  • Marca postal classificada por Gordon com raridade 5 (escala 1–10).

A peça foi analisada através da observação da frente, ampliações de pormenor e verso.


Onde surge o problema?

A questão resulta da coexistência de dois elementos aparentemente incompatíveis.

Facto n.º 1

O carimbo lê-se, com razoável segurança, como:

6 FEV 93

ou seja, 6 de fevereiro de 1893.

Facto n.º 2

Segundo a identificação catalográfica adotada para o estudo, a sobrecarga corresponde ao selo normalmente catalogado como Mundifil n.º 89, cuja entrada oficial em circulação é indicada para 3 de agosto de 1893.

Se ambas as informações estiverem corretas, surge uma incompatibilidade cronológica objetiva.

Caminho 1 — A leitura da data está errada?

Esta deve ser sempre a primeira hipótese a ser testada.

Os datadores portugueses do século XIX apresentam frequentemente:

  • impressões incompletas;
  • desgaste;
  • excesso de tinta;
  • algarismos mal posicionados.

Por essa razão, qualquer leitura deve ser confirmada por observação cuidadosa.

No presente caso, sucessivas ampliações permitiram identificar de forma consistente:

6 FEV 93

Embora apenas um exame físico direto permita eliminar totalmente qualquer dúvida, a hipótese de erro de leitura parece atualmente pouco provável.

Caminho 2 — Erro de manuseamento do datador postal

Os datadores da época eram regulados manualmente.

Os funcionários alteravam diariamente os blocos correspondentes ao dia, mês e ano.

A literatura de história postal documenta numerosos casos de:

  • meses incorretos;
  • anos incorretos;
  • datas mantidas durante vários dias por lapso.

Assim, uma possibilidade teórica consiste em admitir que o selo tenha sido obliterado numa data posterior, permanecendo o datador incorretamente regulado.

Trata-se de uma hipótese perfeitamente plausível do ponto de vista postal.

Contudo, sem documentação complementar ou exemplares comparativos da mesma estação, a hipótese permanece especulativa.

Caminho 3 — Utilização excecionalmente precoce da emissão

Outra possibilidade seria a utilização efetiva da sobrecarga antes da data oficialmente registada nos catálogos.

Sabe-se que, em determinadas circunstâncias, os selos podiam chegar aos balcões antes da data formalmente publicada ou ser distribuídos de forma irregular.

No entanto, esta explicação suscita uma nova questão.

A peça não se encontra obliterada em Lisboa Central nem numa grande administração postal do país.

O carimbo pertence a:

ESTRADA DE SACAVÉM

uma instalação postal periférica da região lisboeta.

Isso coloca uma pergunta historicamente relevante:

Será plausível que um provisório ainda não oficialmente colocado em circulação apareça precisamente numa estação de movimento relativamente reduzido?

A hipótese não é impossível, mas exige apoio documental que, até ao momento, não foi localizado.

Caminho 4 — A sobrecarga foi aplicada posteriormente?

Esta é, naturalmente, a hipótese que surge de imediato na mente de muitos filatelistas.

O raciocínio é simples:

  1. O selo de 5 réis circulou normalmente.
  2. Foi obliterado em fevereiro de 1893.
  3. A sobrecarga foi aplicada posteriormente sobre um selo já inutilizado.

Historicamente, este tipo de fenómeno é conhecido.

A forte procura por algumas emissões provisórias portuguesas levou ao aparecimento de:

  • sobrecargas especulativas;
  • reimpressões;
  • manipulações filatélicas;
  • falsificações destinadas ao mercado colecionista.

Contudo, importa sublinhar um princípio fundamental da investigação filatélica:

Uma hipótese plausível não constitui uma prova.

O que revelaram as ampliações?

Foram analisadas diversas macrofotografias dos cruzamentos entre:

  • a sobrecarga vermelha;
  • a obliteração preta;
  • as linhas finas do desenho do selo.

Inicialmente parecia existir evidência de que a tinta vermelha cobria a tinta preta.

Contudo, ampliações posteriores revelaram uma realidade muito menos conclusiva.

Em particular, o estudo da letra «O» da palavra PROVISÓRIO mostrou que:

  • não é possível determinar com segurança qual das impressões foi aplicada primeiro;
  • os cruzamentos das tintas permanecem ambíguos;
  • a fotografia não permite estabelecer uma sequência física inequívoca.

Por outras palavras:

As imagens disponíveis não demonstram de forma conclusiva que a sobrecarga seja posterior à obliteração.

O que sabemos com segurança?

Apesar das dúvidas existentes, alguns elementos podem ser considerados relativamente sólidos:

✅ O selo-base é um D. Luís I de 5 réis.

✅ O carimbo «ESTRADA DE SACAVÉM» é compatível com o período.

✅ A leitura «6 FEV 93» parece consistente.

✅ Existe uma sobrecarga vermelha «1893 PROVISÓRIO».

✅ A cronologia observada exige explicação.

O verdadeiro interesse da peça

Independentemente da conclusão futura, esta peça possui um enorme valor pedagógico.

Ela demonstra que a filatelia não se resume à identificação de números de catálogo.

A investigação obriga a cruzar:

  • filatelia;
  • marcofilia;
  • cronologia postal;
  • história administrativa dos correios;
  • análise de impressão;
  • metodologia pericial.

Ou seja, a peça transforma-se num verdadeiro exercício de crítica histórica aplicada aos documentos postais.

O que seria necessário para avançar?

A resolução definitiva do caso exigiria:

  • exame microscópico direto das tintas;
  • comparação da sobrecarga com exemplares certificados;
  • estudo tipométrico das letras;
  • pesquisa de outras utilizações conhecidas da mesma sobrecarga;
  • levantamento de exemplares semelhantes com carimbo «ESTRADA DE SACAVÉM».

Só através desse conjunto de evidências seria possível aproximar-se de uma conclusão definitiva.

Conclusão

O caso deste «1893 PROVISÓRIO» obliterado em Estrada de Sacavém a 6 de fevereiro de 1893 permanece em aberto.

A peça não permite afirmar, de forma categórica, que a sobrecarga seja falsa. Mas também não permite aceitar sem reservas que represente uma utilização postal normal da emissão catalogada.

Neste momento, a conclusão mais prudente é simultaneamente a mais interessante:

Estamos perante uma peça que apresenta uma incongruência cronológica genuína e que merece investigação adicional.

E talvez seja precisamente aí que reside o fascínio da filatelia: algumas peças contam uma história; outras obrigam-nos a descobri-la.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Marcofilia e Longevidade Postal no Concelho de Silves (1894-1944)

Folha de coleção de História Postal do concelho de Silves (Algarve). Inclui selos de D. Carlos I com carimbos de Alcantarilha e Pera (Tipo 1880), um sobrescrito de luto pesado de 1944 e um inteiro postal 'Tudo pela Nação' de São Marcos da Serra (1942). Layout com cabeçalho técnico e textos introdutórios.

Nesta segunda folha da série "Contributos para a História Postal do Algarve", o autor Sérgio G. Pedro transporta-nos para o concelho de Silves. O estudo foca-se na resiliência e adaptação dos serviços postais locais através de meio século de circulação de correspondência.

Pontos de Interesse e Curiosidades:
  • Longevidade e Variantes do Tipo 1880: O grande destaque desta página é a evidência documental de carimbos oitocentistas (Tipo 1880, de quadro chanfrado) ainda em pleno uso na década de 1940 em Alcantarilha e, provavelmente, em S. Marcos da Serra. A análise comparativa detalhada revela uma variante na gravação da toponímia de Alcantarilha: entre 1894 e 1944, observa-se um maior distanciamento da legenda face ao quadro interior, sugerindo a substituição do cunho original por um novo metal do mesmo modelo oficial.
  • Diversidade de Suportes: A folha apresenta uma excelente variedade de objetos postais, desde o inteiro postal (emissão "Tudo pela Nação") até ao sobrescrito de luto pesado, permitindo observar como diferentes classes de correspondência coexistiam no sistema postal.
  • Evolução Tarifária: Através de peças de Pera e outras freguesias, documenta-se a complexa transição das taxas em réis para o sistema decimal centesimal, ilustrando portes de jornais, impressos e bilhetes postais que marcaram a primeira metade do século XX em Portugal.
Este estudo, integrado no acervo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro, demonstra que a História Postal vai muito além do selo, revelando o funcionamento das redes de comunicação e a persistência dos seus símbolos em solo algarvio até aos dias de hoje.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Tesouros da Marcofilia: Raridade e Evolução Ortográfica em São Brás de Alportel


Hoje trago-vos uma página da minha coleção que é um verdadeiro testemunho da história postal algarvia, onde destaco duas peças de elevadíssima raridade que farão as delícias de qualquer filatelista atento.

Os Grandes Destaques da Página:
  1. O Carimbo Oval de Duplo Traço (1883): Abrimos a cronologia com um exemplar de D. Luís I (25 réis) obliterado com o raríssimo carimbo oval de duplo traço de S. BRAS D'ALPORTEL. Esta marca, correspondente aos carimbos ovais da 2.ª Reforma Postal, é uma peça de difícil localização, utilizada antes da adoção generalizada dos datadores circulares tipo 1880. É um registo precioso do período em que a estação ainda dependia administrativamente de Faro.
  2. A Evolução da Grafia na Marcofilia:
    É fascinante observar como os carimbos registam as mudanças na escrita e na designação oficial:
    • 1883: O oval de duplo traço apresenta o topónimo curto: "S. BRAS D'ALPORTEL"(apesar de não ser visível neste exemplar poderão ver no O Mensageiro do Algarve n.º 9  que a grafia de S. Brás é com "S").
    • 1892 e 1895: Nos carimbos datadores Tipo 1880 (sobre D. Carlos I), a grafia expande-se para o arcaico "S. BRAZ D'ALPORTEL", com o uso do "Z" e da elisão do "de".
    • 1939: Já no bilhete postal, após a autonomia municipal de 1914, surge a grafia moderna e oficial: "S. BRÁS DE ALPORTEL".
  3. O Postal de 1939 e a Escassez de "Alportel":

Na parte inferior, apresento um bilhete postal de 1939 (franquia $25 "Tudo Pela Nação") que é uma peça notável. O grande valor reside na coexistência de marcas, com especial relevo para o carimbo de saída de Alportel (Tipo 1928) com a legenda "CORREIO" no topo. Encontrar esta marca de Alportel, em conjunto com o carimbo de S. Brás de Alportel do mesmo dia, é uma oportunidade rara para documentar o fluxo postal local e a sua celeridade até Lisboa (chegada em apenas 24h!).

  1. Contexto Histórico:
Esta evolução não é apenas postal, é política. A transição entre estas marcas fixa o momento da autonomia municipal em 1914 (Lei n.º 177). A estação deixou de ser um posto dependente de Faro para se tornar uma Estação Telégrafo-Postal (ETP) de sede de concelho, com jurisdição sobre postos secundários como o de Alportel.

sexta-feira, 27 de março de 2026

1939 – Alportel para Lisboa (Via S. Brás de Alportel)

 



A PEÇA: Bilhete Postal Ilustrado (BPI) de edição privada (Edição de José Ferreira), circulado no serviço interior.

A FRANQUIA: Selo adesivo de $25 (Azul) da série regular "Tudo Pela Nação" (emissão de 1933/38). A taxa de $25 correspondia à tarifa de Bilhete Postal para o Continente e Ilhas, em vigor em agosto de 1939.

MARCOFILIA E PERCURSO:

Origem: Carimbo circular de Alportel (Posto de Correio Rural) datado de 03/08/1939.

Trânsito: Carimbo de trânsito estação postal de S. BRÁS DE ALPORTEL em -3.AGO.39.

Destino: Carimbo de chegada a Lisboa em 04/08/1939 (trânsito de 24 horas).

CONTEXTO: Endereçado ao Sr. Firmino Ferreira d’Almeida, 2.º Oficial da G.S.E. (Direção-Geral de Estatística), nos Restauradores, Lisboa.

ESTADO: Suporte com falhas de papel na margem inferior; elementos marcofílicos e manuscrito totalmente legíveis.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Postais Máximos Museu de Portimão

 



Os CTT – Correios de Portugal lançaram uma coleção de selos personalizados para comemorar o centenário da elevação de Portimão a cidade, um marco significativo na rica história desta localidade algarvia. A elevação a cidade ocorreu em 1924, reconhecendo a importância e o desenvolvimento de Portimão ao longo dos séculos.

Portimão, cuja história remonta a tempos antigos, foi habitada desde a pré-história, com vestígios arqueológicos que indicam a presença de comunidades humanas desde o Neolítico. Durante a era romana, a cidade era conhecida como Portus Hanibalis, um importante porto comercial que servia como ponto de conexão entre o Mediterrâneo e o Atlântico.

Ao longo da Idade Média, Portimão foi fortificada para se proteger contra invasões, e ainda hoje é possível ver remanescentes dessas fortificações. No século XV, a cidade ganhou destaque como um centro de construção naval, contribuindo significativamente para a era dos Descobrimentos Portugueses.

No século XIX, Portimão experimentou um crescimento económico impulsionado pela indústria de conservas de peixe, especialmente sardinhas, que se tornou uma das principais atividades econômicas da região. Este período também viu a construção de várias fábricas e armazéns ao longo do rio Arade, que ainda hoje são patrimônios históricos importantes.

A elevação a cidade em 1924 marcou um novo capítulo na história de Portimão, reconhecendo seu desenvolvimento económico, cultural e social. Atualmente, Portimão é um destino turístico popular, conhecido por suas praias deslumbrantes, como a Praia da Rocha, e por eventos desportivos de renome internacional, como o Autódromo Internacional do Algarve. A cidade também oferece uma rica oferta cultural, com museus, galerias de arte e festivais que celebram a herança e a tradição locais.

Os selos personalizados lançados pelos CTT – Correios de Portugal homenageiam este centenário, destacando a importância histórica e o património cultural de Portimão, e são uma forma de celebrar a evolução contínua desta cidade dinâmica e vibrante.

sábado, 21 de dezembro de 2024

Carimbo circular datado, tipo 1880, Salir e Loulé em Inteiro postal de 10 reis

Inteiro postal OM23 obliterado com carimbo batido a preto circular datado, tipo 1880 de localidade Salir (7 Jul 1903) e Loulé (7 Nov 1903)

Carimbo circular datado, tipo 1880, Boliqueime e Loulé em Inteiro postal de 10 reis

 


Inteiro postal OM23 obliterado com carimbo batido a preto circular datado, tipo 1880 de localidade Boliqueime (8 Jun 1904) e Loulé (08 Jun 1904)

Carimbo circular datado, tipo 1880, Alte e Loulé em Inteiro postal de 10 reis


Inteiro postal OM23 obliterado com carimbo batido a preto circular datado, tipo 1880 de localidade Alte (05 Nov 1903) e Loulé (06 Nov 1903)

Carimbo circular datado, tipo 1880, Loulé e S. Bartolomeu de Messines em Inteiro postal de 10 reis


Inteiro postal OM29H obliterado com carimbo batido a preto circular datado, tipo 1880 de localidade S. Bartholomeu  / de Messines (28 Abr 1889) e Loulé (29 Abr 1889)

sábado, 9 de setembro de 2023

Postais Máximos Dieta Mediterrânica - Tavira (Polvo e Cavala)

 Dieta Mediterrânea

O polvo é uma das proteínas animais mais versáteis que podemos incluir na nossa alimentação. Destaca-se ainda por ser uma boa fonte de vitaminas do complexo B, em especial ácido fólico e B12 e conter minerais importantes como cálcio, ferro, fósforo, potássio, magnésio, zinco, cobre e selénio. Estes nutrientes ajudam a promover a saúde cardiovascular e a estimular o bom humor, reduzindo também os sintomas depressivos

Os frutos do mar são os protagonistas, por conta da grande quantidade de ômega 3, que ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e neurológicas. Dentre as espécies mais indicadas estão: sardinha, cavala, atum e mexilhão.

 




Postais Máximo Laranja de Tavira

 


Ligações

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...