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📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro

📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Estudos, peças raras, maximafilia, marcofilia e história postal.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Francisco Vieira (Vultos da História e Cultura - 2015


Caros leitores,
deixamos aqui a imagem do selo alusivo a Francisco Vieira (1765-1805) que no próximo dia 13 de maio perfaz 250 anos do seu nascimento e que os CTT decidiram homenagear incluindo-o na emissão Vultos da História e da Cultura que foi colocada em circulação a 31 de março de 2015.
Nesta emissão poderão estão inclusos selos alusivos a Barbosa do Bocage, Ramalho Ortigão, Agostinho Ricca, Rui Cinatti e Frederico George.
"Francisco Vieira, filho de Domingos Francisco Vieira, conhecido droguista e pintor paisagista morador no Campo do Olival, e de Maria Joaquina, nasceu no Porto a 13 de Maio de 1765. Era irmão de Ana Paulina e de António José Vieira.
Não existem muitas referências documentais sobre a sua juventude. Pensa-se que terá aprendido a pintar com o pai e com os pintores João Glama Strobërle (1708-1792) e Jean Pillment (1728-1808) e que terá frequentado a Aula de Debuxo e Desenho do Porto.
A aprendizagem no ensino oficial iniciou-se em 1787, quando a 15 de Fevereiro se inscreveu como aluno extraordinário na recém-criada Aula Régia de Desenho, em Lisboa.
Dois anos mais tarde prosseguiu os estudos em Roma, financiado pela família e pela Feitoria Inglesa ou, muito provavelmente, pela Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro.
Nos anos que passou em Roma foi discípulo de Domenico Corvi (1721-1803) e obteve o 1.º prémio de Desenho no concurso da Academia do Nu do Capitólio (1789). Trocou inúmeras cartas com o seu patrono, D. João de Mello e Castro, embaixador português em Roma, e com o secretário deste, Augusto Molloy. Através desta correspondência ficámos a saber, por exemplo, que auferiu de uma pensão régia de 8 escudos romanos, aumentada em quatro escudos a partir de 1791 e que deu aulas a D. Isabel Juliana de Sousa Coutinho Monteiro Paim, esposa do embaixador português.
Giambattista BodoniEntre Junho de 1793 e 1796 passou uma temporada em Parma para pintar e estudar a obra de Antonio da Corregio (c. 1489-1534). Durante este período de tempo travou amizade com o impressor Giambattista Bodoni (1740-1813) e com o gravador de Bolonha, Francesco Rosaspina (1762-1841), com quem veio a trocar abundante correspondência. Foi de igual modo nesta época que conheceu o pintor Thomson, seu futuro companheiro de viagem a Nápoles.
Uma das obras que pintou nesta altura foi "Cabeça de velho" (1793), apresentada na sua eleição para "Accademico Professore di Pittura" da Academia de Belas Artes de Parma (10 de Maio de 1794). Viajou pelos arredores de Parma, Cremona, Colorno e Piacenza, onde o poeta Giampaolo Maggi lhe dedicou um livro. Visitou os centros culturais e artísticos de Itália, da Alemanha e de Inglaterra, que marcaram profundamente o seu trabalho.
Retrato de Francesco Rosaspina / Portrait of Francesco RosaspinaFrancisco Vieira integrou o círculo social da família ducal de Parma, assim como o meio artístico e aristocrático de Bolonha, tendo chegado a ingressar na Academia Clementina (Abril de 1795) por influência de Rosaspina.
Fixou-se em Londres a partir de 1789, onde, numa fase inicial, residiu na casa de Mello e Castro. Foi aqui que conheceu o famoso pintor Joshua Reynolds (1723-1792) e o gravador Francesco Bartolozzi (1725-1815).
Durante a sua estadia em Londres participou nas edições de 1798 e 1799 da Exposição da Royal Academy of Arts, recebeu a encomenda de pinturas para a nova igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco, do Porto e apresentou a Bodoni o projecto da publicação de uma obra sobre Camões. A 9 de Julho de 1799 casou com Maria Fabbri, uma bolonhesa viúva de um aluno de Bartolozzi e depois do casamento passou a viver na casa de Bartolozzi, em North End, Fulham.
Em 1800, depois do seu regresso a Portugal, foi contratado pela Junta da Administração da Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro como professor da Aula de Desenho da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto (aviso régio de 20 de Dezembro), passando a auferir o ordenado de 60$000 reis.
Entre 1801 e 1802 trabalhou em Lisboa nas ilustrações de uma edição de "Os Lusíadas", promovida por D. Rodrigo de Sousa Coutinho (1801-1802).
Em Junho de 1802 iniciou as suas funções como professor da Aula de Desenho da academia portuense, embora entre Novembro desse ano e Junho do ano seguinte tivesse sido substituído pelo seu pai, Domingos Vieira. A 1 de Julho de 1803, Francisco Vieira foi nomeado director da Academia Real de Marinha e Comércio da Cidade do Porto.
Após a morte do pai, em 1803, os serviços que este prestava na Academia da Marinha e Comércio passaram a ser desempenhados por António José Vieira Júnior, irmão de Francisco Vieira.
O pintor adoeceu gravemente em 1805 enquanto pintava o quadro "Duarte Pacheco defendendo o passo de Cambalão em Cochim" para a Casa das Descobertas do Paço de Mafra. Procurou curar-se no Funchal, mas sem sucesso. Aqui faleceu, vítima de tuberculose, a 12 de Maio de 1805, poucos dias antes de completar 40 anos de idade.
Vieira Portuense, como ficou conhecido Francisco Vieira para se distinguir de Vieira Lusitano, artista coevo de Lisboa, foi o mais viajado dos artistas portugueses do seu tempo, estudando na Europa onde conviveu com obras de grandes mestres e com os mais relevantes artistas e mecenas. Homem culto e poliglota, Francisco Vieira regressou ao país para partilhar com Domingos Sequeira, seu rival, o estatuto de pintor do regente D. João VI.
Modelo Masculino (pormenor) de Vieira Portuense (FBAUP) / Male Model (detail) by Vieira Portuense (FBAUP)Artista da tradição barroca e rococó que evoluiu para composições neoclássicas e neo-romântica, deixou-nos telas memoráveis de diversos géneros pictóricos: temas religiosos ("S. João Mostrando o Messias", "Morte de Santa Margarida de Cortona", "Rainha D. Isabel dando esmolas", etc.), retratos (do bispo Adeodato Turchi, de Francesco Martin y Lopez, de Carolina Maria Teresa de Bourbon, de Maximiliano da Saxónia, da duquesa Maria Amália de Parma, do Padre Guilherme Archer), paisagens, alegorias, cenas mitológicas ("Latona e os camponeses da Lícia", pertença da Câmara Municipal do Porto, "Banho de Diana", Galeria Nacional de Parma, "A Pintura", Museu Nacional de Arte Antiga), cenas históricas, como a "Fuga de Margarida de Anjou", cópias de artistas consagrados, gravuras e, ainda, álbuns de desenhos e de viagens.
Em 1906, no primeiro centenário da sua morte, a obra de Vieira Portuense foi objecto de uma exposição promovida pela Sociedade de Belas Artes e por personalidades do Porto, a qual se realizou na Sala de Concertos do Teatro S. João. Em 2001, no ano da capital Europeia da Cultura, foi de novo homenageado através da exposição inaugural dos novos e qualificados espaços destinados a exposições temporárias"

terça-feira, 3 de março de 2015

A Internet e coleccionismo (as vantagens da internet)


-Possibilidade de encontrar novos coleccionadores;

-Adquirir novos conhecimentos;
           -Catálogos Online:
-Adquirir material que de outra forma não era possível;

-Ter notícias actualizadas sobre a sua área de interesse (filatelia, cartofilia, etc.)

-Apresentar / organizar colecções;

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Centenário da Revista "Orpheu" - Emissão filatélica

«Sem Título (Lendo Orpheu 2)» de José de Almada Negreiros, col. particular
"Temos que afirmar esta revista, por que ela é a ponte por onde a nossa Alma passa para o futuro". Assim se referiu Fernando Pessoa ao projeto literário Orpheu, lançado em Lisboa em 1915 com um propósito claro: revolucionar o pensamento. 
Nascida sob o signo das vanguardas europeias, nomeadamente o Futurismo, a revista Orpheu concretizou a aspiração de um grupo de intelectuais determinados a transformar a mentalidade do seu tempo, rompendo com a tradição. Provocar, subverter eram palavras de ordem. Cem anos volvidos, pode afirmar-se que o projeto cumpriu o seu desígnio fundacional. A revolução sonhada nas artes e nas letras aconteceu, e há quem sustente que ainda hoje se colhem os frutos dessa «pedrada no charco». Os poetas Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros, figura das letras e das artes, e ainda os artistas Amadeo Souza-Cardoso e Guilherme Santa-Rita Pintor foram os percursores do movimento intelectual responsável pela introdução do Modernismo em Portugal, historicamente consagrado como a Geração de Orpheu. 
Para a escolha do nome – uma metáfora – inspiraram-se na mitologia grega. Orpheu, poeta e músico exímio, inconformado com a morte de Eurídice, sua mulher, ao lutar por trazê-la de volta ao mundo dos vivos aceitou o desafio de realizar uma dura travessia sem nunca olhar para trás. Era esse o espírito da revista – cortar com o passado. A Europa vivia, orgulhosa, um período de deslumbramento perante a nova era da máquina. Surgiam as primeiras transmissões por rádio, a primeira travessia aérea do Canal da Mancha. Nascia o cinema, a fotografia, a televisão. 
Nas palavras de Almada Negreiros, pronunciadas em 1935, «o que caracterizava Orpheu era o seu europeísmo, e o caminho era ir à conquista da elite portuguesa», agitando o sistema de valores burguês. 
O inconformismo subjacente a este agitar de águas escandalizou. Expressões insultuosas como «Literatura de manicómio» e «Orpheu nos infernos» confirmariam esse impacto, em grande medida relacionado com os temas inesperados da poesia publicada, exaltando a velocidade, a eletricidade ou a busca do «eu» subconsciente. Certo é que as sementes lançadas germinaram. A geração de Orpheu – ou Orfismo – conquistou um lugar na história, influenciando de forma efetiva correntes estéticas vindouras e de um modo geral todas as artes, desde a literatura ao cinema, passando pela música, pintura e arquitetura.
No plano literário, o Orfismo representa a primeira geração do Modernismo português, seguindo-se o Presencismo (revista «Presença»), com José Régio e Branquinho da Fonseca, e o Neorrealismo, protagonizado por Alves Redol e Carlos de Oliveira, entre outros.
Apesar da sua magna repercussão, a revista Orpheu teve apenas dois números, correspondentes aos primeiros dois trimestres do ano. O primeiro foi uma edição luso-brasileira, dirigida por Luís Montalvor e Ronald de Carvalho. O segundo teve a direção de Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. Um terceiro número, previsto para outubro, acabaria por ser cancelado devido à falta de financiamento. 
Maria do Céu Novais
Dados Técnicos
Emissão
2015 / 02 / 20
Selos
€0,42 – 155 000
€0,72 – 145 000
Bloco

Com um selo
€2,50 – 40 000
Design - Atelier B2
Créditos
Selos
Selo €0,42 – Capa do primeiro número da revista Orpheu, col. BNP.
Selo €0,72 - Capa do segundo número da revista Orpheu, col. BNP.
Bloco
«Sem Título (Lendo Orpheu 2)» de José de Almada Negreiros, col. particular.
Foto Paulo Costa, CAM/Fundação Calouste Gulbenkian.
Sobrescrito de 1º dia/FDC
Pormenor de «Sem Título (Casal sentado à mesa lendo)» de José de Almada Negreiros, col. particular.
Foto Paulo Costa, CAM/Fundação Calouste Gulbenkian.
Capa da Pagela
Frontíspicio do primeiro número da revista Orpheu, col. BNP.
Agradecimentos
Herdeiros de José de Almada Negreiros
Biblioteca Nacional de Portugal
Centro de Arte Moderna,
Fundação Calouste Gulbenkian.
Papel - FSC 110 g/m2
Formato
Selos: 30,6 x 40 mm
Bloco: 125 x 95 mm
Picotagem
Cruz de Cristo 13x13
Impressão - offset
Impressor -INCM
Folhas - Com 50 ex.
Sobrescritos de 1.º dia / FDC
C5 - €0,75
C6 - €0,56
Pagela / brochure
€0,70
Capa do primeiro número da revista Orpheu

Capa do segundo número da revista Orpheu

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Filatelia e Cartofilia nas comemorações do Centenário de S. Brás de Alportel

Sobrescrito comemorativo rubricado pelo Presidente do Município de S. Brás de Alportel Sr. Vitor Guerreiro, pelo Presidente da Comissão Executiva do Centenário de S. Brás de Alportel Sr. Emanuel Sancho, pelo Coordenador da exposição Sr. Sérgio Pedro e por Andreia Leal representante dos CTT Correios de Portugal.
Caros leitores,

aqui vos deixamos algumas fotos da inauguração da Exposição de filatelia e cartofilia que foi inaugurada ontem pelas 17 horas em São Brás de Alportel.

Publicação de Município de São Brás de Alportel.






sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Comemorações dos 100 de São Brás de Alportel - Filatelia e Cartofilia

Carimbo comemorativo dos CTT

Caros leitores,

informamos que na próxima terça-feira (3 de Fevereiro) dia de São Brás será inaugurada na Galeria Municipal de São Brás de Alportel uma exposição de de filatelia e cartofilia com o intuito de assinalar filatelicamente o centenário da elevação de São Brás de Alportel a Município.
A sessão inaugural acontecerá pelas 17 horas e contará com a presença de um posto de correio dos CTT que contará com um carimbo comemorativo que poderá ser aposto nas correspondências entregues para esse efeito. Será ainda possível adquirir um selo personalizado alusivo ao mesmo tema que será colocado em circulação nessa mesma data.
Convite

  

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Mobilidade Sustentável

Mobilidade Sustentável
A «consciência ecológica» tornou-se um conceito transversal aos diversos setores da sociedade, catalisador de uma nova ética que responsabiliza cada indivíduo pela construção de um mundo melhor. Num claro sinal dos tempos, é neste cenário que se evidencia a questão da mobilidade sustentável.
O desenvolvimento socioeconómico gerou novas e mais frequentes necessidades de deslocação. Nas cidades, grandes massas humanas, tendencialmente concentradas em picos horários, percorrem os mesmos trajetos dia após dia.
A dispersão residencial em torno dos centros urbanos, onde se concentram as atividades e os serviços, é uma marca da vida moderna. Este fenómeno, acentuado nas últimas décadas, provocou o recurso crescente ao transporte individual, com consequências nefastas, a prazo, para a preservação ambiental.
Estes imperativos de mobilidade conduziram, por sua vez, a um desenvolvimento exponencial da rede de transportes, que, numa complexa arquitetura de horários e de circuitos, assegura um conjunto de ligações essenciais ao cumprimento das mais diversas rotinas, associadas à família, ao trabalho, à escola e ao lazer.
Na definição da World Business Council for Sustainable Development, «mobilidade sustentável é a capacidade de dar resposta às necessidades da sociedade em deslocar-se livremente, aceder, comunicar, negociar e estabelecer relações, sem sacrificar outros valores humanos e ecológicos, hoje ou no futuro».
A promoção de uma mobilidade sustentável é considerada um passo fulcral para diminuir a emissão de gases com efeito de estufa e reduzir o peso do consumo de energia no setor dos transportes, que em termos globais representa uma fatia muito significativa desse dispêndio. Entre as estratégias internacionalmente defendidas destaca-se a opção por biocombustíveis, em alternativa aos combustíveis fósseis, que ainda predominam.
Outro caminho passa pela introdução no mercado dos veículos da «próxima geração», dotados de inteligência para reduzir gastos energéticos.
Uma terceira medida, testada com sucesso em algumas cidades do mundo, diz respeito à integração entre os diferentes modos de transporte, de modo a diminuir congestionamentos. A experiência evidencia que o acesso a transportes público s rápidos e acessíveis contraria a tendência para uso do automóvel nos percursos diários.
De bicicleta ou a pé, também se ganha caminho. Ambas as opções, amigas do ambiente e com reconhecido impacto em termos da saúde pública, têm vindo a conquistar adeptos.
Correspondendo a essa tendência, são cada vez mais as estratégias de gestão urbanística que privilegiam a criação de ciclovias e de percursos pedonais.
Assumir a salvaguarda das reservas energéticas como um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta neste início de século pressupõe um compromisso ético com as futuras gerações e uma responsabilização necessariamente individual, expressa em estilos de vida mais saudáveis, compatíveis com os mais elevados valores humanos e ecológicos.
Maria do Céu Novais
Dados Técnicos:
Emissão - 2015 / 01 / 27
Selos: €0,42 – 125 000; €0,80 – 125 000
Design: João Machado
Papel - FSC 110 g./m2
Formato:
Selos - 40 x 30,6 mm
Picotagem - Cruz de Cristo 13 x 13

Impressão - offset
Impressor - INCM
Folhas - com 20 ex.
Sobrescritos de 1.º dia / FDC: C6 – €0,56
Pagela - €0,70

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Carimbo comemorativo "Boas Festas! 2014 - Merry Christmas"

Caros leitores,

aqui vos deixamos a imagem de um sobrescrito circulado no qual foi aposto o carimbo comemorativo dos CTT alusivo a "Boas Festas 2014! Merry Christmas".

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