quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Postal Máximo da Ilha da Culatra

Caros leitores,


conforme anunciado já algum tempo, no passado mês de Maio comemorou-se na Ilha da Culatra em Faro, "Maio - Mês do Coração", sendo que para o efeito foi solicitado aos alunos do pré escolar e do 1.º ciclo da Culatra que elaborassem um selo personalizado com o tema " A Culatra no meu Coração", sendo que posteriormente foi elaborado um selo personalizado.


Decorrente dessa iniciativa aqui vos deixamos a imagem de um sobrescrito e de um postal máximo elaborados com o selo personalizado supra referido.



Pormenor do selo personalizado e marca dia Ilha da Culatra




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ano Mundial da Veterinária

Face do postal




Caros leitores,


aqui vos deixamos a imagem de um belo postal ilustrado com a imagem de um gato à janela, que circulou desde Lisboa, mais concretamente, da Estação dos Correios no Chiado que se situa na Praça Luís de Camões. Curiosamente, a fotografia foi retirada no bairro da bica que não fica muito distante do Chiado.
Verso do postal


O selo utilizado para fazer circular esta correspondência de uma "forma real" (pois é muito difícil para alguém que está em Faro fazer circular uma peça filatélica com o carimbo comemorativo com o selo da série, porém não é impossível) foi o selo 3.º selo da série 2010 - Ano Internacional da Biodiversidade, emitido a 8 de Março de 2010, e no qual está representado o panda gigante.


Apesar de esta peça filatélica quando analisada de acordo com os regulamentos filatélicos deixar um pouco a desejar, nem que seja pelo pormenor anteriormente referido (e certamente ficaria melhor com selo desta série de 0,80€ que reproduz a imagem de um gato), não podemos deixar de salientar que a peça que aqui mostramos junta num só postal dois dos animais que são por muitos considerados os animais mais "fofos" da natureza.







Emissão8 Março 2010
TemaFauna (Mammals) 
Denominação2010 - Ano Internacional da Biodiversidade - Panda Gigante
Comprimento40.0 mm
Largura30.6 mm
Taxa0.68 €
n. º selos da serie5 (show set)
Folhassheet of 50
Perforação13 by 13
Autoridade de emissãoCTT Correios de Portugal SA
ImpressãoCartor Security Printing

domingo, 11 de setembro de 2011

Entrevista a Joaquim Cortes sobre o 2.º Aniv. do CNM

Caros leitores,

conforme noticiado em vários meios de comunicação no passa dia 09 de Setembro de 2011, pelas 14:00 foi inaugurada no Quartel do Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António, a mostra filatélica comemorativa do 2.º aniversário do CNM - Clube Nacional de Maximafilia que teve por base a temática turismo.
Para comemorar o seu aniversário decidiu o clube solicitar aos CTT a emissão de dois selos personalizados e um carimbo comemorativo, tendo sido ainda emitido pelo Clube Nacional de Maximafilia dois postais lustrados.
Aqui vos deixamos então algumas palavras do presidente do Clube Nacional de MaximaFilia no dia da abertura da mostra filatélica


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mostra Filatélica comemorativa dos 140 anos do nascimento de Maria Veleda


Caros leitores,

no próximo dia 1 de Outubro de 2011, pelas 16:00 será inaugurada na Universidade do Algarve uma mostra filatélica comemorativa dos 140 anos do nascimento de Maria Veleda.
Segundo Natividade Monteiro "Maria Veleda foi uma mulher pioneira na luta pela educação das crianças e os direitos das mulheres e na propaganda dos ideais republicanos, destacando-se como uma das mais 
importantes dirigentes do primeiro movimento feminista português. 
Tendo-se estreado na imprensa algarvia e alentejana com a publicação de poesia, contos e novelas, dedicou-se depois aos temas feministas e educativos. Na linha da escola moderna de Francisco Ferrer, defendia a educação laica e integral, em que se aliassem a teoria e a prática, a liberdade, a criatividade, o espírito crítico e os valores éticos e cívicos. 
Num tempo em que a literatura infantil quase não existia em Portugal, publicou, em 1902, uma colecção de contos para crianças, intitulada «Cor-de-Rosa» e o opúsculo “Emancipação Feminina”. 
Em 1909, por sua iniciativa, a «Liga Republicana das Mulheres Portuguesas» fundou a «Obra Maternal» para acolher e educar crianças abandonadas ou em perigo moral, instituição que se manterá até 1916, graças à solidariedade da sociedade civil e às receitas obtidas em saraus teatrais, cujas peças dramáticas e cómicas Maria Veleda também escrevia e levava à cena. Em 1912, o governo nomeou-a Delegada de Vigilância da 
Tutoria Central da Infância de Lisboa, instituição destinada a recolher as crianças desamparadas, pedintes ou delinquentes, cargo que ocupou até 1941. 
Consciente da situação de desigualdade em que as mulheres viviam, numa sociedade conservadora e pouco aberta à mudança, iniciou, nos primeiros anos do século XX, um dos maiores combates da sua vida: defender a igualdade de direitos jurídicos, cívicos e políticos entre os sexos. Numa época em que as mulheres estavam, por imperativos económicos, sociais e culturais, confinadas à esfera doméstica, criou cursos nocturnos no Centro Republicano Afonso Costa, onde era professora do ensino primário, e nos Centros Republicanos António José de Almeida e Boto Machado, para as ensinar a ler e a escrever e as educar civicamente, preparando-as para o exercício de uma profissão e a participação na vida política. 
Entre 1910 e 1915, como dirigente da «Liga Republicana das Mulheres Portuguesas» e das revistas A Mulher e a Criança e A Madrugada, empenhou-se na luta pelo sufrágio feminino, escrevendo, discursando, fazendo petições e chefiando delegações e representações aos órgãos de soberania. Combateu a prostituição, sobretudo, a de menores, e o direito de fiança por abuso sexual de crianças. Fundou o “Grupo das Treze” para combater a superstição, o obscurantismo e o fanatismo religioso que afectava sobretudo as mulheres e as impedia de se libertarem dos preconceitos sociais e da influência clerical que as mantinham submetidas aos dogmas da Igreja e à tutela masculina. 
Convertida ao livre-pensamento e iniciada na Maçonaria, em 1907, aderiu também aos ideais da República e tornou-se oradora dos Centros Republicanos, escolas liberais, associações operárias  e intelectuais, prémios, círios civis e comícios do Partido Republicano, da Junta Federal do Livre-Pensamento e da Associação Promotora do Registo Civil. Alguns destes discursos e conferências foram publicados no livro A Conquista, prefaciado por António José de Almeida. 
O combate à monarquia e ao clericalismo valeu-lhe a condenação por abuso de liberdade de imprensa, em 1909, além das constantes perseguições e ameaças de morte, movidas por alguns sectores católicos e monárquicos mais conservadores. 
Depois da implantação da República, por ocasião das incursões monárquicas de Paiva Couceiro, integrou o Grupo Pró-Pátria e percorreu o país em missão de propaganda, discursando em defesa do regime ameaçado. Em 1915, em consonância com o Partido Democrático de Afonso Costa, juntou-se aos conspiradores na preparação do golpe revolucionário que destituiu o governo ditatorial do General Pimenta de Castro e, a seguir, envolveu-se na propaganda a favor da entrada de Portugal na 1ª. Guerra Mundial. 
Nesse mesmo ano, saíu da «Liga», filiou-se no Partido Democrático e fundou a «Associação Feminina de Propaganda Democrática», cuja acção terminou em 1916, em nome da “União Sagrada” de todos os portugueses, na defesa dos interesses da Pátria ameaçada. 
Desiludida com a actuação dos governos republicanos que não cumpriram as promessas de conceder o voto às mulheres nem souberam orientar a República de modo a estabelecer as verdadeiras Igualdade, Liberdade e Fraternidade e construir uma sociedade mais justa e melhor, abandonou o activismo político e feminista em 1921, após os acontecimentos da “noite sangrenta”. Fez-se jornalista do Século e de A Pátria de Luanda, onde continuou a defender os ideais feministas e republicanos que sempre a nortearam. 
Atraída pelos caminhos da espiritualidade e do esoterismo e preocupada com o sentido da existência humana, aderiu ao espiritismo filosófico, científico e experimental. Fundou o «Grupo Espiritualista Luz e Amor» e, em 1925, dinamizou a organização do I Congresso Espírita Português e participou na criação da Federação Espírita Portuguesa. Fundou as Revistas A Asa, O Futuro e A Vanguarda Espírita e colaborou na imprensa espiritualista de todo o país, publicando poesia e artigos de pendor reflexivo e memoria lista. Em 1950, publicou as «Memórias de Maria Veleda» no jornal República. 

Maria Veleda dedicou a vida aos ideais de justiça, liberdade, igualdade e democracia e empenhou-se na construção de uma sociedade melhor, onde todos pudessem ser felizes. Semeou ideias, iniciou processos de mudança nas práticas sociais e lançou o debate sobre os lugares, os papéis e os poderes de mulheres e homens num mundo novo."

Para o efeito o Núcleo de Filatelia de faro solicitou a emissão de um carimbo comemorativo alusivo à personalidade acima referida, para assim dar mais destaque à comemoração.




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Facebook da Secção de Coleccionismo dos B.V. de V.R.S.A.



Caros colegas,
nas nossas pesquisas pela internet sobre novidades filatélicas, descobrimos que a Secção de Coleccionismos dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António já tem uma página no Facebook.
http://www.facebook.com/group.php?gid=328206478546
Desde já os nossos parabéns pela iniciativa e os maiores sucessos para a página bem como para a vossa próxima iniciativa filatélica que se realizará no dia 09 de Setembro em conjunto com o Clube Nacional de Maximafilia.

Saudações filatélicas,


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

José Leite de Vasconcelos

Caros leitores,


aqui vos apresentamos dois exemplares do inteiro postal comemorativos dos 150 anos do nascimento de José Leite de Vasconcelos.


O primeiro inteiro postal que apresentamos, tem aposto o carimbo de primeiro dia de circulação do inteiro (Lisboa) com a data de 07 de Julho de 2008, no qual se comemorou os 150 anos do nascimento do homenageado referido em epígrafe.




O segundo inteiro postal que apresentamos trata-se de um inteiro comemorativo dos 150 anos do Nascimento de José Leite de Vasconcelos que circulou no dia que se perfizeram 153 anos do seu nascimento. Contudo, existe outra particularidade de interesse é que a marca dia é referente ao Cadaval, localidade onde o Dr. Leite de Vasconcelos em 1885 exerceu o cargo de Delegado de Saúde e onde posteriormente, efectuou importantes escavações arqueológicas, tais como as de Castro de Pragança.
povoado fortificado (ou castro), localmente conhecido por "Castelo", é um dos mais importantes sítios arqueológicos da Estremadura portuguesa. Do alto do monte rochoso onde se encontra, com a altura máxima de 334 metros, apresenta boas condições naturais de defesa e domina as terras baixas para Oeste e Norte.
Foi reconhecido em 1893 por António Maria Garcia, professor primário em Pragança e por José Leite de Vasconcelos, pioneiro da arqueologia portuguesa, que aí fizeram as primeiras explorações. Em 1894 o adjunto de Leite de Vasconcelos, Maximiano Apolinário, prosseguiu as escavações. Foi então recolhido muito material que foi levado para o Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa. Também no início do século XX o Cónego Boto mandou fazer escavações tendo levado material para Faro.
Na década de 30, Leonel Trindade, de Torres Vedras, realizou mais escavações neste povoado. O material então recolhido também foi para o Museu Nacional de Arqueologia. De todas estas escavações quase nada se sabe, mas pode-se deduzir que tivessem provocado muitos remeximentos nas camadas arqueológicas.
Nos anos de 1988,1989 e 1990 foram realizadas novas escavações no ponto mais alto do castro de Pragança, orientadas pela Assembleia Distrital de Lisboa e devido ao manifesto interesse da Câmara Municipal do Cadaval. Foi então descoberta uma torre de defesa semicircular sobre a falésia rochosa.


Interessante de verificar ainda que algum do material desse sítio arqueológico poderá estar ainda em Faro, cidade de onde este Núcleo Filatélico é originário.

Obrigado ao H. Lucas pelo contributo.
Informação retirada de:
http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/biografias/jlvasconcelos.html
http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/documentos/biografia_leite_vasconcelos.pdf
http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=889df167-3f61-4a25-ae22-141ba0ea599f


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Clube Nac. Maximafilia comemora 2.º Aniversário em Vila Real de Santo António

Caros leitores,

no próximo dia 09 de Setembro de 2011, pelas 14:00 horas será inaugurada no Quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António a mostra filatélica comemorativa do 2.º Aniversário do Clube Nacional de Maximafilia, alusiva ao tema turismo.

Nesta mostra filatélica estarão presentes 8 coleccionadores com diferentes coleções filatélicas sobre o tema acima referido.


Para o efeito foi solicitado aos CTT - Correios de Portugal S.A. que emitissem dois selos personalizados, com a temática do carimbo comemorativo, nomeadamente, a charrete típica do Algarve e a de Cascais.





Catálogo








domingo, 31 de julho de 2011

ONUGARVE

Caros leitores,


conforme anunciado no blog do Núcleo de Filatelia de Faro, no passado mês de Junho realizou-se em Huelva - Espanha, uma Exposição de Filatelia e Coleccionismo designada por "ONUGARVE".
Apresentamos então a imagem de um sobrescrito circulado com carimbo comemorativo para vossa apreciação.
Obrigado ao F. Galveias pelo envio

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ano internacional da Florestas

Caros leitores,


como é sabido no presente ano os CTT decidiram emitir um inteiro postal para comemorar o Ano Internacional das Florestas, sendo que a particularidade é que o postal é feito de cortiça.


O valor da taxa de circulação deste postal é de 2 euros.
Aqui vos deixamos a imagem do supra referido postal registado com o carimbo de primeiro dia de circulação.

Obrigado a C. Silvério pelo envio

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Emissão “Conjunta Portugal/Tailândia”, composta por 4 Selos Setenant: 2x (€ 0,32+€ 0,80)

Caros leitores,

após a Tailândia ter emitido os selos referentes à emissão conjunta com Portugal, conforme anunciado no nosso blog (http://osamigosdafilatelia.blogspot.com/2011/05/500th-anniversary-of-portugal-thailand.html), no passado dia 20 de Julho foi colocada em circulação os selos portugueses referentes a esta emissão conjunta.




sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um visita à República

Caros leitores,


na sequência da actualização de material filatélico recente, aqui vos deixamos a imagem de um inteiro postal que que teve o seu primeiro dia de circulação no dia 25 de Maio de 2011, e cujo tema é alusivo à República.
Obrigado ao C. Silvério pelo envio
Para mais informações poderá consultar: http://nucleofilateliafaro.blogspot.com/2011/05/exposicao-uma-visita-1-republica-em.html

domingo, 17 de julho de 2011

Cruz de Portugal existente em Silves

Caros leitores,

após uma pequena paragem devido a compromissos profissionais, aqui vos apresentamos mais uma peça filatélica bastante interessante, nomeadamente, um postal máximo alusivo à CRUZ DE PORTUGAL existente em Silves.
Segundo Mesquita J. (http://algarvehistoriacultura.blogspot.com/2009/08/cruz-de-portugal-em-silves.html) a Cruz de Portugal, é "considerada como uma das mais belas peças escultóricas da arte gótica em Portugal, facto esse que justificou em 1910 a sua elevação a Monumento Nacional. Situada, presentemente no Enxerim, ou seja na estrada de Silves para S. Bartolomeu de Messines, vê-se claramente que se encontra num estado de erosão precoce e de irreversível deterioração, devido à fragilidade do material constituinte e à agressividade dos agentes externos, especialmente ambientais, naturais e até sociais."

No postal máximo podemos apreciar a concordância dos três elementos, nomeadamente a indicação doo cruzeiro de Silves. O postal foi editado pelas Edições ARTEMCOR - Francisco Más Ld.ª com o n.º 5110.


Obrigado ao Pinheiro da Silva pelo contributo





domingo, 19 de junho de 2011

Caros leitores,


 Aqui vos apresentamos 4.º selo da série alusiva "Centenário Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado", no qual é retratado um pormenor da obra "O Cais 44" datada de 1943-44.

Fernando Resende da Silva Magalhães Lanhas nasceu na freguesia da Vitória, na cidade do Porto, em 16 de Setembro de 1923, fruto do segundo casamento de Luís da Cunha Magalhães Lanhas, comerciante de tecidos, com Maria Amélia Resende da Silva Magalhães Lanhas, modista. Residiu no n º 74 na Rua José Falcão até à morte dos pais.
Desde criança que se inquietou com as origens do Homem e com o conhecimento do Universo, temas que motivaram os primeiros trabalhos artísticos e as primeiras pesquisas científicas.
No ano lectivo de 1941-1942 inscreveu-se no Curso Especial de Arquitectura, da Escola de Belas Artes do Porto, depois do qual se matriculou, no ano de 1945, no Curso Superior de Arquitectura, na mesma instituição de ensino. Terminou estes estudos em 1947 com a apresentação de um projecto sobre a construção de um museu, que lhe valeu a classificação de dezanove valores.
Fotografia do grupo de artistas Os Independentes, 1944 / Photo of the group of artists The Independent, 1944Nos anos passados na ESBAP mostrou-se um aluno atento e empenhado. Nesta instituição dirigiu o Grupo de Estudantes de Belas Artes. Teve por colegas Nadir Afonso e Júlio Pomar, com quem conversava sobre Arte. Começou a pintar quadros figurativos, que rapidamente se transformaram em obras abstractas. Envolveu-se na organização das Exposições Independentes dos Alunos da ESBAP, em 1944, e colaborou na página "Arte" do jornal diário do Porto, "A Tarde", em 1945. Pouco depois viajou até Paris, onde visitou e desfrutou de importantes certames de Arte, como o Sallon des Réalités Nouvelles, em 1947.
Entre 1948 e 1951 publicou desenhos na Portucale, Revista de Cultura Literária, Científica e Artística, e participou em várias exposições. Em 1951 entrou no concurso para professor do Ensino Técnico Profissional e realizou provas para obtenção do Diploma de Arquitecto. Nesse ano, em colaboração com os arquitectos Viana de LimaArménio Losa e Cassiano Barbosa, organizou uma exposição de Arquitectura, impulsionada pela Organização dos Arquitectos Modernos, que teve lugar no Porto e, no ano seguinte, em Aveiro, e fez, ainda, o mapa do digrama da cor das obras do pintor Dominguez Alvarez.
Caricatura de Fernando Lanhas por Vasco / Caricature of Fernando Lanhas, by VascoEm 1953 casou com Maria Luísa Pereira Viana com quem teve dois filhos. Nesse ano, expôs em Lisboa, no Brasil e em Veneza, desenvolveu vários projectos arquitectónicos e começou a fazer colagens.
Em 1954 dirigiu os números 1 e 2 das Publicações de Arte Contemporânea e participou no I Salão de Arte Abstracta. Dessa data até 1958 riscou uma habitação. Em 1956 ocupou o cargo de arquitecto estagiário na Escola Superior de Belas Artes do Porto e, entre 1958 e 1962, centrou-se no projecto a "Casa do Espaço".
Desde os anos 60 desenvolveu o gosto pelo estudo dessa área do saber. Em 1963 elaborou o "Quadro Geral do Universo", em 1965 construiu um modelo reduzido do "Grupo Local das Galáxias", no final da década de sessenta estudou a hipótese de um universo com predomínio progressivo de um vão central; nos anos 70, na actual Escola Secundária Garcia de Orta, criou a Sala de Cosmografia, a primeira sala deste género no país, reconhecida pela NASA devido à sua importância didáctica e que motivou o convite feito a um aluno daquele Liceu para estar presente no lançamento da nave Apollo14. Infelizmente, esta sala desapareceu no período pós 25 de Abril de 1974. Neste ano, construiu um "Cosmoscópio", um livro onde reuniu programas sobre acontecimentos do universo e, em 1982, instalou no Museu Municipal de Paredes, um Diorama de Astronomia; em simultâneo, elaborava a "Carta das distâncias entre o Sol e algumas estrelas".

Como arqueólogo amador também deixou a sua marca, realizando o "Inventário dos lugares com interesse Arqueológico", que começou a ser publicado em 1965 em colaboração com D. Domingos de Pinho Brandão. Em ligação com a Arqueologia também se interessou pela Paleontologia, Biologia e Geologia. Em 1968 elaborou um estudo sobre a sinalização dos Monumentos Arqueológicos. Em 1969 publicou artigos a propósito das investigações por si realizadas na Revista de Etnografia. Em 1970 participou no II Congresso Nacional de Arqueologia, realizado em Coimbra. Em 1971 publicou estudos nas actas deste congresso, em parceria com D. Domingos de Pinho Brandão. Em 1972 participou nas II Jornadas Arqueológicas, em Lisboa. Das suas descobertas arqueológicas podem referir-se, entre outras, o Castro de S. Paio, em Labruge (1967) e a gravura rupestre no Monte da Luz, na Foz do Douro (1972).
O gosto pela Museologia, que nascera nos seus tempos de estudante, foi reavivado durante os anos 80. Projectou e executou montagens de colecções no Museu Municipal da Figueira da Foz, no Museu Monográfico de Conímbriga, no Museu Militar do Porto e na Biblioteca-Museu Municipal de Paredes. Planeou, também, o Museu de Mineralogia da Faculdade de Ciências do Porto e o Centro de Arte e Cultura Popular, em Via Nova de Famalicão.

É um homem de múltiplos interesses. Arquitecto de formação, é igualmente pintor, desenhador, poeta, arqueólogo, astrónomo e coleccionar por vocação.
Fotografia da Caixa Menina, de Fernando Lanhas / Photo of the Girl Box, by Fernando LanhasNa sua faceta de arquitecto presta grande atenção ao desenho e tem preferência pelas formas simples e funcionais, deixando transparecer influências da Bauhaus. Gosta de projectar moradias urbanas, modernas, mas respeitadoras da tradição, e espaços museológicos de forte pendor pedagógico. Entre as muitas que realizou, destacam-se as seguintes obras: o projecto nunca realizado da Casa do Espaço (1958-1962); Prédio de Rendimento, Porto (1957); Moradias no Porto e em Espinho (1959, 1970); Pavilhão de Exposições de Matosinhos (1964); Museu Monográfico de Conímbriga (1982) e Centro de Arte e Cultura de S. Pedro de Bairro, em Famalicão (1986).
Apesar de não ser considerado um pintor, é tido como um dos pioneiros da abstracção geométrica em Portugal. A obra 02-44 ou O Violino, exposta pela primeira vez em 1945, na III Exposição Independente, em Lisboa, e que hoje integra a colecção da CAM, é um marco histórico na pintura portuguesa. Numa época em que muito artistas seguiam a corrente neo-relista, Lanhas escolheu um caminho revolucionário. A sua obra pictórica é feita de aguarelas, serigrafias, pinturas sobre seixos rolados, colagens e xilogravuras. Na área do desdenho, insere-se na família dos grandes desenhadores modernos, aliando a capacidade de expressão ao virtuosismo da forma.

Também não se reclama um poeta, mas é autor de composições caracterizadas por um grande rigor formal e pela contenção da ideia. Desde muito cedo preocupou-se em registar os sonhos do próprio sonhador.
O interesse pela arqueologia e astronomia vem da sua busca incessante pelas origens, que estendeu ao coleccionismo. É um coleccionador de fósseis, seixos, areias de diversas partes do mundo, rochas, brinquedos, rótulos, anúncios, etc. Reúne e cria colecções devidamente rotuladas e também se interessa por fotografia, sobretudo antiga. 
Retirado de: 
http://sigarra.up.pt/up/web_base.gera_pagina?P_pagina=2448

domingo, 12 de junho de 2011

Clube do Coleccionador Ano XXVI - Junho 2001


Caros Leitores,

aqui vos deixamos o índice da Revista do Coleccionador dos CTT de Junho de 2011

02 - Coleccionar - Fazer de motas velhas motas antigas
08 Arte em relevo - Padre António Vieira - Moeda recorda figura maior da cultura barroca portuguesa
10 - Efeméride - Centenário do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado
12 - Literatura - Celebrar a herança de Herculano
14 - Livros & Selos - O grande pequeno formato
16 - Luz sobre um mito obscuro
21 - Aconteceu Filatelia - Vultos da História e da Cultura
22 - Festas Tradicionais Portuguesas - Século novo, vida nova
24 - Mergulhar no mundo dos peixes
26 - O pão que nos define
29 - Loja do Coleccionador - Compra, venda e troca
30 - Montra do coleccionador - Sugestões para uma prenda

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Almada Negreiros

Caros leitores,

na sequência da mensagem anterior deixamos aqui a imagem do 3.º selo da série alusiva "Centenário Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado".

Este segundo selo tem o valor de 0,47 € (actual correio azul) e retrata um pormenor do quadro "A sesta" elaborado em 1939.




"Escritor e artista plástico, José Sobral de Almada Negreiros nasceu em S. Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893. Foi um dos fundadores da revista “Orpheu”(1915), veículo de introdução do modernismo em Portugal, onde conviveu de perto com Fernando Pessoa. Além da literatura e da pintura a óleo, Almada desenvolveu ainda composições coreográficas para ballet. Trabalhou em tapeçaria,  gravura, pintura mural, caricatura, mosaico, azulejo e vitral. Faleceu a 15 de Junho de 1970 no Hospital de S. Luís dos Franceses, em Lisboa,  no mesmo quarto onde morrera seu amigo Fernando Pessoa.



As duas orientações de busca e criação de Almada Negreiros foram a beleza e a sabedoria. Para ele "a beleza não podia ser ignorante e idiota tal como a sabedoria não podia ser feia e triste" (Freitas, 1985). Almada Negreiros foi um pintor-pensador. Foi praticante de uma arte elaborada que pressupõe uma aprendizagem que não se esgota nas escolas de arte; bem pelo contrário, uma aprendizagem que implica um percurso introspectivo e universal.

O tema principal de Almada foi o número, a geometria (sagrada) e  os seus significados, declarando que a sabedoria poética e a sabedoria reflectida têm entre elas a fronteira irredutível do número. Almada revela-se assim um neopitagórico sendo este seu lado a fonte mais profunda da sua inspiração e da sua criatividade e, segundo Lima de Freitas, a sua “loucura” central.

Vulto cimeiro da vida cultural portuguesa durante quase meio século, contribuiu mais que ninguém para a criação, prestígio e triunfo do modernismo artístico em Portugal. Na sua evolução como pintor, Almada passou do figurativismo e da representação convencional dos primeiros tempos, para a abstracção geométrica, matemática e numérica que caracteriza as suas últimas obras.

A sua preocupação central foi a determinação do enigmático Ponto de Bauhütte. Essa procura ficou registada por vários textos, por numerosos traçados geométricos e por algumas pinturas a preto e branco que Almada foi acumulando, mas sem tornar público o fundo do seu pensamento. Antes de romper o quase segredo da sua busca, Almada realiza, para o Tribunal de Contas de Lisboa, um dos cartões para tapeçaria intitulad«O Número». "



Outras peças filatélicas sobre Almada Negreiros

Inteiro Postal alusivo aos Amigos de Lisboa cujo o logotipo da Associação foi elaborado por Almada Negreiros
Postal Máximo com selo sobre o Centenário do nascimento de Almada Negreiros

Ligações

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