Mostrar mensagens com a etiqueta Artigos filatélicos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Artigos filatélicos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de junho de 2013

ALGUMAS AVES LIMICOLAS PRESENTES NA RIA DE ALVOR VISTAS ATRAVÉS DA MAXIMAFILIA

Caros leitores,

aqui vos deixamos um artigo elaborado pelo Sr. Américo Rebelo, no qual faz uma descrição sobre aves limicolas presentes na Ria de Alvor.


A Ria de Alvor situa-se no Algarve, entre Portimão e Lagos tendo uma extensão de 1700 hectares, formando um complexo sistema estuarino no litoral do Barlavento Algravio, composto por dunas, sapais e salinas, bem como, a Quinta da Rocha e a Abicada, penínsulas com seus habitats mistos de mato, floresta e terrenos agrícolas.
A Ria de Alvor está dividida e resguardada do mar por duas línguas de areia, as quais formam a Praia de Alvor e a Meia Praia e foi reconhecida como “ Sítio Natura 2000 “, não só pela sua beleza, mas também, pela pesca, criação de moluscos e crustáceos, que são uma fonte de rendimento para a população local, bem como, a presença de espécies e habitats que são uma prioridade europeia.
A Ria de Alvor faz parte das rotas de migração mundial das aves. Em média, cerca de sete milhões de aves migram de forma sazonal entre o norte da Europa e o continente africano através do oceano Atlântico e do mar Mediterrâneo. A maioria dessas aves têm a Ria de Alvor como ponto de paragem, aproveitando os habitats existentes para a obtenção de alimento, refúgio para descansarem e, eventualmente, acasalarem e nidificarem.
Ao longo das diferentes estações do ano a formação avifaunística da Ria de Alvor sofre algumas alterações com a chegada e a partida de diversas espécies de aves, e as aves limícolas, na época da preia-mar, dividem-se pelos sapais e zonas de salinicultura abandonadas para se alimentar e repousar.
De acordo com um estudo do Dr. Mark Bolton, realizado no ano de 1988, sobre a abundância e diversidade de aves que dependem dos habitats existentes nas zonas húmidas, o mesmo demonstrou que os sapais da Ria de Alvor eram os que tinham maior número de espécies de aves ao longo do ano, existindo uma grande variedade de aves limícolas.
As aves limícolas têm como características as pernas compridas, e habitam perto da água, ao longo da costa, bem como, em lodaçais e pântanos. Existem algumas espécies que se adaptam a viver também em zonas mais secas. Normalmente durante a época da migração e no Inverno estas aves são vistas sempre em grandes bandos. A sua alimentação é muito diversificada, podendo ser à base de insetos, minhocas, pequenos peixes, molúsculos, crustáceos, assim como, de alguma matéria vegetal. O ninho é uma cova no solo e por vezes é camuflado com vegetação por causa dos seus predadores.

A nível filatélico e de cartofilia têm sido realizadas, em diversos países, várias emissões de selos, postais ilustrados e postais máximos alusivos a estas espécies, conforme alguns exemplares aqui demonstrados o testemunham.(Américo Rebelo, 2013)



Caso esteja interessado em copiar ou descarregar o artigo deverão contatar o email: nucleofilateliafaro@gmail.com

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Boletim das Agremiações Filatélicas e de Coleccionismo do Algarve

Caros leitores,

informamos que já foi colocada em circulação o primeiro boletim das agremiações filatélicas e de coleccionismo do Algarve.

Transcrevemos aqui a nota de apresentação:

Mais vale tarde que nunca
Quando, em Maio de 2010, os agrupamentos filatélicos do Algarve se juntaram em Vila Real de Santo António em reunião informal, logo aqui surgiu a ideia de se publicar uma Revista que espelhasse a atual filatelia no Algarve, ao mesmo tempo que revivia acontecimentos de outros tempos. Foi também nesta reunião que surgiu a ideia de criar as Algarpex.
Em 2012, em São Brás de Alportel, na reunião preparatória da programação filatélica do Algarve e para o ano seguinte a Revista foi novamente um dos pontos em agenda e, finalmente a 17 de Março de 2013, em Portimão e unicamente para discutir a revista, limaram-se todas as arestas que ainda restavam. Nasceu assim O Mensageiro do Algarve, dando assim continuidade a uma outra revista de no passado pairou no sul de Portugal.
Em três anos, três reuniões, muita foi a correspondência trocada e muitas as conversas havidas em que a revista foi assunto principal, chegando-se mesmo a delinear o perfil da revista a criar, decidiu-se finalmente que a revista teria a forma digital, ultrapassando assim a questão principal – os custos de impressão.
Vai sair quatro vezes por ano, esperamos;
É intenção dos agrupamentos filatélicos que ela seja apresentada nos primeiros quinze dias após o fim de cada trimestre;
É também intenção que noticie todas as manifestações realizadas no Algarve;
É intenção que publicite as manifestações do trimestre seguinte;
E, finalmente e seguramente haverão bastantes artigos sobre assuntos de interesse para o Algarve em que verse não só a sua História Postal, mas também outros acontecimentos para que a memória não se apague. A filatelia nacional, quando se justifique, também aqui será referida.
Resta acrescentar que O Mensageiro do Algarve é uma obra de todos os agrupamentos filatélicos do Algarve, não só daqueles que o fizeram dar os primeiros passos como também de outros agrupamentos que entretanto se venham a formar, e queiram aderir, estando ainda aberto a outras participações de filatelistas sejam eles do Algarve ou de outro qualquer lugar.

As Agremiações Filatélicas e de Coleccionismo do Algarve

Clique aqui para ver o documentohttp://www.slideshare.net/mensageiro2013/boletim-mensageiro-doalgarve-i


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

EUSÉBIO DA SILVA FERREIRA VISTO ATRAVÉS DA FILATELIA E MAXIMAFILIA



Caros leitores,

aqui vos deixamos um artigo feito pelo Ex.mo Sr. Américo Rebelo que decidiu partilhar connosco o seu trabalho denominado "EUSÉBIO DA SILVA FERREIRA VISTO ATRAVÉS DA FILATELIA E MAXIMAFILIA".
Desde já os nossos parabéns ao autor do artigo e ao grande Eusébio por mais um aniversário.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A WELWITSCHIA MIRABILIS VISTA ATRAVÉS DA FILATELIA ANGOLANA

Caros leitores,


aqui vos deixamos um artigo filatélico sobre a "WELWITSCHIA MIRABILIS"

A Welwitschia mirabilis, é uma planta medicinal que só existe em Angola no deserto do Namibe na Namíbia, e foi descoberta a 3 de Setembro de 1859 pelo botânico explorador Austríaco Frederich A. Welwitch, que nasceu a 25 de Fevereiro de 1806 em Maria Saal, Caríntia, e faleceu a 20 de Outubro de 1872, na cidade de Londres. Fez uma viagem de exploração a vários distritos de Angola, (Luanda, Cuanza Norte, Malanje, Benguela, e em Namibe), antigamente denominada Moçâmedes. No deserto de Moçâmedes, descobriu uma planta pela qual ficou conhecida por Welwitschia mirabilis, e que ele classificou-a como Tumboa, devido à denominação Ntumbo, que era conhecida pelas tribos locais. Mais tarde, Joseph Dalton Hooker, botânico naturalista Inglês e presidente da Royal Society, deu o nome á planta de Welwitschia mirabilis, em homenagem a Frederich A.Welwitch, dado que foi ele que a descobriu. É uma planta rasteira, composta por caule lenhoso que não cresce, uma gigantesca raiz e duas folhas em forma de fita larga, que derivam das primeiras folhas da semente. É um género das plantas verdes gimnospérmicas, (do grego gimnos = nu / sperma = semente), isto é, são plantas que têm as suas sementes desprotegidas, e que se abrigam em escamas em forma de pinha, pelo facto de não terem polpa. As folhas crescem durante a vida da planta por possuírem um tecido que todas as plantas têm constituído por células indiferenciadas, que dá origem ao seu crescimento, a que se dá o nome de meristemas basais. Essas folhas poderão atingir mais de dois metros e as plantas poderão viver entre 1000 a 2000 anos. A Welwitschia mirabilis, é uma planta dióica (do grego oikos, que significa casa), isto pelo facto dos sexos se encontram separados em espécies diferentes, por isso as suas flores são unissexuais. O fruto destas espécies, é em forma de cone escamoso de cores vermelho e amarelo. O facto de estas espécies viverem no deserto, conseguem absorver através das folhas a água do orvalho. Nestas espécies que têm folhas carnudas e suculentas, durante o dia as folhas mantêm os estomas (são condições celulares cuja a função principal são as trocas gasosas entre a planta e o meio ambiente), fechados para impedir a transpiração. Durante a noite abrem-se para absorverem o dióxido carbono, que serve para produzir o seu próprio alimento, chama-se a esta transformação a fotossíntese. Estas espécies estão consideradas em vias de extinção, e estão protegidas pela Convenção Internacional para a Protecção da Fauna e Flora, estabelecida pela Conferência Internacional de Londres de 8 de Novembro de 1933. No ano de 2010, comemora-se os 151 anos em que a Welwitschia mirabilis passou formalmente a fazer parte integrante da flora mundial, e no dia 3 de Setembro comemora-se o Dia Nacional da Welwitschia mirabilis. Filatelicamente, os CTT de Angola emitiram no ano de 1959 uma emissão de Selos comemorativa ao 1º CENTENÁRIO DA DESCOBERTA DA WELWITSCHIA MIRABILIS. 

Ligações

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...